• hikafigueiredo

"A Ilha das Almas Selvagens", de Erle C. Kenton, 1932

Filme do dia (151/2018) - "A Ilha das Almas Selvagens", de Erle C. Kenton, 1932 - Após sobreviver a um naufrágio, o jovem Edwin Parker (Richard Arlen) acaba chegando a uma misteriosa ilha comandada pelo cientista Dr. Moreau (Charles Laughton) e habitada por estranhas criaturas.





Primeira adaptação para cinema do livro "A Ilha do Dr. Moreau", de H. G.Wells, a obra foi considerada perturbadora quando de seu lançamento, mas, para os dias de hoje, nem chega a fazer cócegas. A história discorre acerca dos limites éticos das experiências científicas e mostra um pouco da arrogância e crueldade humanas, em especial no que tange ao seu relacionamento com os demais seres vivos. A obra transita entre a ficção científica e o terror, pendendo, na minha opinião, mais para o primeiro gênero. A narrativa é linear, cronológica e dispensa ousadias (até porque o tema já era suficientemente ousado para a época). Tecnicamente, destaque para a fotografia P&B escura, pesada, responsável pela criação de uma atmosfera misteriosa e opressiva, e para a direção de arte, mais especificamente , para a maquiagem, excepcionalmente bem feita para a época (mil vezes mais bem feita do que a do outro filme que vi hoje, "A Máscara do Horror", realizado quase trinta anos depois desta obra). No elenco, ninguém menos que o maravilhoso Charles Laughton (virei fanzaça dele desde que assisti a "O Grande Motim" - o cara era fera!!!!) como o doentio Dr. Moreau. Também gostei bastante da atuação de Kathleen Burke como Lota - muito expressiva!!! O filme é ótimo, mas precisamos considerar sua idade. Indico para quem curte ficção científica e filmes antigos. PS1 - O filme também é conhecido pelo nome "A Ilha das Almas Perdidas" (aliás, é a tradução mais fiel do nome original); PS2 - A obra ganhou mais duas refilmagens, uma de 1977 (que eu nunca vi) e outra de 1996 (com Marlon Brando no elenco e infinitamente menos interessante que essa primeira).

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