• hikafigueiredo

"A Noiva de Frankenstein", de James Whale, 1935

Filme do dia (167/2017) - "A Noiva de Frankenstein", de James Whale, 1935 - Após a morte de Frankenstein, a aldeia respira, aliviada, o fim do monstro assassino. No entanto, rapidamente, os aldeões descobrirão que a criatura permanece viva... e está à solta.





Sequência do filme "Frankenstein", lançado em 1931, a obra continua a história criada por Mary Shelley, no início do século XIX. O título é mero chamariz para atrair o público, já que a história foca, mesmo, na criatura original - temos muito mais "Frankenstein" do que "noiva" na narrativa. Aqui, temos a humanização do monstro, que se revela dócil e amistoso, bastando, para tanto, compreensão e acolhimento. No entanto, a pouca propensão humana à empatia levam as pessoas a rejeitar e atacar a criatura, tornando-a reativa e violenta. A obra é bem certinha, consegue criar um clima soturno e só não digo que conseguiu criar suspense porque eu já conhecia a história do livro e não havia muito a ser revelado. Curti bastante a fotografia P&B bem contrastada e me surpreendi com alguns ângulos de câmera ousados, sugerindo loucura e desequilíbrio. Uma cena com movimento de câmera que "mergulha" em direção ao laboratório do Dr. Frankenstein foi particularmente marcante. No papel de Frankenstein temos, mais uma vez, o ícone dos filmes de terror Boris Karloff e sua interpretação da criatura é o que poderíamos chamar de "clássica". O filme é bacana, mas temos que considerar que ele foi feito antes dos clichês e maneirismos dos filmes de terror se estabelecerem, ou seja, ele pode não parecer nada original ou surpreendente, mas, para a época, deve ter sido bastante inovador e ousado - é necessário assisti-lo com um outro olhar. Eu gostei, foi quase como olhar nas entranhas do cinema de terror.

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