• hikafigueiredo

"A Oitava Esposa do Barba Azul", de Ernst Lubitsch, 1938

Filme do dia (32/2020) - "A Oitava Esposa do Barba Azul", de Ernst Lubitsch, 1938 - Michael Brandon (Gary Cooper) é um milionário americano de passagem pela Riviera Francesa, local onde conhece a jovem Nicole du Loiselle (Claudette Colbert) , a filha de um marquês francês completamente falido. Apaixonado, Brandon pede Nicole em casamento. Qual não será a surpresa da noiva ao descobrir que Brandon já casara e divorciara de sete esposas anteriores?





Discorrendo acerca dos relacionamentos amorosos - em especial entre homens milionários e belas mulheres pobretonas -, essa deliciosa comédia subverte um pouco a ideia de "macho alfa dominante", este subjugado pela inteligência da moça que corteja. O ótimo roteiro é assinado por ninguém menos que Billy Wilder, o que, por si só, já garante os melhores diálogos "ever" - a obra é uma metralhadora de boas tiradas e é impossível ficar indiferente ao filme, que é divertidíssimo. Desde a primeira cena, a troca de farpas entre os personagens Michael e Nicole dá agilidade à história. É cômico perceber como o milionário americano é mostrado como um homem intelectualmente meio limitado, com uma boa dose de ignorância e modos pouco melhores que os de um macaco em adestramento, enquanto a jovem nobre europeia falida ostenta cultura, inteligência e "verniz" invejáveis. A direção é segura e aproveita muito bem o roteiro e os seus diálogos. Mais uma vez, o diretor aproveita o talento para comédia de Gary Cooper (que homem lindo e charmoso, Jesus!!!!), desta vez contracenando com a igualmente ótima Claudette Colbert. No elenco além do queridinho do diretor Edward Everett Horton, temos ainda toda a sofisticação de David Niven, aqui no papel de outro nobre sem posses, mas com toda a classe que lhe é esperada. A obra é fantástica, eu cheguei a gargalhar em algumas passagens - como a cena das "cebolinhas" ou a do pugilista - e, na minha humilde opinião, é ainda melhor que o filme mais famoso do diretor "Ladão de Alcova" (1932). Recomendo a valer e pode ser visto pela família toda.

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