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  • hikafigueiredo

“A Valsa do Imperador”, de Billy Wilder, 1948

Filme do dia (84/2023) – “A Valsa do Imperador”, de Billy Wilder, 1948 – Áustria, início do século XX. Na corte austríaca, o cachorro vira-lata de um vendedor norte-americano se enamora da cadela poodle de uma condessa, levando seus donos a se envolverem amorosamente. Mas o romance não é bem-visto pelo imperador, que fará de tudo para separar o jovem casal.





Nessa única investida de Billy Wilder pelo gênero musical, temos uma história bonitinha, apesar de profundamente inverossímil, de um caixeiro-viajante norte-americano que se envolve com uma condessa da corte austríaca por conta de seus cães que se “enamoram”. Achei interessante a inversão dos papeis – em todas as histórias em que um do casal é rico e o outro, pobre, o rico é sempre o homem e a mulher é sempre a mocinha pobre e frágil que por ele se apaixona, mas aqui temos o inverso. A narrativa é não linear, alternando o presente com flashbacks a partir da conversa entre senhoras da corte fofocando. O ritmo é moderado, mas “cresce” no clímax final. Ao longo da história temos vários trechos musicados, cantados sempre por Bing Crosby com sua voz de veludo, o que levou o filme a ser indicado ao Oscar (1949) de Melhor Trilha Sonora. O filme conta com uma fotografia colorida belíssima, em cores muito saturadas e brilhantes. O desenho de produção se destaca, em especial o figurino de época, tanto que a obra foi indicada ao Oscar (1949) na categoria de Melhor Figurino. No elenco, temos Bing Crosby como o vendedor Virgil Smith, um personagem simpático, sem dúvida, mas que dificilmente conquistaria a mimada condessa Johanna, aqui interpretada por Joan Fontaine. No papel do barão, pai de Johanna, Roland Culver, um personagem horroroso, e, no papel do Imperador Francisco José I, Richard Haydn. Destaque para cena final, que me deixou apreensiva e aliviada logo em seguida (sem spoilers). Eu não sou muito fã de musicais, mas até que gostei deste aqui, muito provavelmente por sua profunda inocência.

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1 Comment


Francisco Alambert
Francisco Alambert
Jan 22

Boa análise. Quero assistir este filme do Wilder. Onde encontrar?

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