• hikafigueiredo

"All That Jazz - O Show Deve Continuar", de Bob Fosse, 1979

Filme do dia (62/2020) - "All That Jazz - O Show Deve Continuar", de Bob Fosse, 1979 - Joe Gideon (Roy Scheider) é um coreógrafo e diretor de musicais que leva uma vida desregrada e cheia de excessos. Às vésperas de estrear um novo espetáculo, Joe começa a sentir as consequências de seus excessos.





Neste premiado musical semi-autobiográfico, Bob Fosse faz, de uma tragédia pessoal, um show. A obra discorre, basicamente, sobre a vida e a morte do protagonista Joe Gideon, cuja a rotina repleta de excessos o leva, a cada instante, para mais perto do fim. O filme é interessante pois intercala os acontecimentos reais do personagem com suas alucinações pré-morte - Joe imagina, durante o período que está entre a vida e a morte - vários números para um show acerca de sua partida, ao mesmo tempo em que conversa e negocia com ninguém menos que a morte, aqui interpretada por uma bela e diáfana Jessica Lange. Apesar de falar sobre a morte, o filme é, majoritariamente, alegre e colorido e poucas são as cenas que pendem para algo mais depressivo e dramático. Destaques para a forma como é mostrada, repetidamente, a rotina estressante e pouco saudável de Joe, ao som de Vivaldi; para a antológica cena do ensaio da música "Take Off With Us"; e para o trio de números imaginados por Joe durante seu delírio, relacionados às mulheres de sua vida - sua ex-esposa Kate, sua namorada Audrey e sua filha Michelle. A obra conta com várias músicas bem legais, incluindo a já mencionada "Take Off With Us" e a célebre "On Broadway", de George Benson, além de coreografias de Bob Fosse. No elenco, além de um Roy Scheider - perfeito como Joe -, Jessica Lange como uma morte convidativa, quase prazerosa, Ann Reiking como Kate, Leland Palmer como Audrey e a gracinha Erzsbet Foldi como a jovem Michelle; John Lithgow faz uma pequena ponta como Lucas. A obra foi premiada com a Palma de Ouro em Cannes em 1980, além dos Oscares de Montagem, Direção de Arte e Figurino. Eu já assisti ao filme uma dezena de vezes e continuo o adorando (já perdi a conta das vezes que vi a cena do ensaio em particular). Recomendo.

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