• hikafigueiredo

"As Sufragistas", de Sarah Gavron, 2015

Filme do dia (148/2016) - "As Sufragistas", de Sarah Gavron, 2015 - Inglaterra, início do século XX. Maud Watts (Carey Mulligan) trabalha em uma lavanderia desde os 7 anos. Casada e mãe de um menino, Maud encontra-se à margem do movimento pelo direito das mulheres. A amizade com uma nova colega de trabalho acaba conduzindo Maud ao movimento sufragista e, paulatinamente, ela começa a perceber como está submetida aos desmandos masculinos, levando-a a abraçar a causa.





O filme retrata o movimento sufragista na Inglaterra e como os direitos das mulheres foram alcançados somente após muita luta. Li mais de uma crítica negativa ao filme, escritas - adivinhem - por homens. Certamente não houve qualquer identificação de seus detratores com a obra - empatia é para poucos. Mas, para o universo feminino, é um tema de importância vital e o fato do elenco ser majoritariamente feminino, bastante significativo. Certamente não é um filme inovador na forma ou na linguagem - é tradicional em todos os aspectos. Mas não é pior que vários outros filmes que não mereceram críticas tão severas, o que me sugere que houve certo machismo enrustido nas referidas críticas. Mas, voltando ao filme, achei que o roteiro foi extremamente feliz ao mostrar a transformação da personagem Maud - vagarosa e bastante verossímil. Também achei interessante a opção por retratar o caminho traçado entre a ignorância quanto a situação de opressão e a conscientização acerca dessa circunstância - um universo muito mais rico do que retratar, de cara, alguém que já tivesse consciência da opressão sob a qual vivia. Tecnicamente o filme é corretinho, sem grandes arroubos de inspiração ou talento. Gostei bastante da interpretação de Carey Mulligan, assim como das atuações de Helena Bonham Carter, no papel de Edith, e Brendan Gleeson como o policial destacado para acompanhar (e claro, atrapalhar) o movimento sufragista. Meryl Steep faz uma ponta tão minúscula que mal dá para considerá-la do elenco. O filme não é exatamente inspirado, mas, para as mulheres, é especialmente inspirador. Recomendo para toda e qualquer mulher (principalmente para aquelas que dizem que não precisam do feminismo para nada... pffff).

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