• hikafigueiredo

"Atividade Paranormal", de Oren Peli, 2007

Filme do dia (255/2021) - "Atividade Paranormal", de Oren Peli, 2007 - Katie (Katie Featherston) é uma jovem que, desde a infância, sofre estranhos acontecimentos que ela julga sobrenaturais. Seu namorado Micah (Micah Sloat) resolve investigar tais ocorrências e, para tanto, compra uma câmera de gravação caseira e passa a gravar o cotidiano do casal. O que eles verão na tela modificará suas vidas.





Considerado um dos filmes mais rentáveis da história do cinema (se comparado o custo de produção com o retorno), a obra segue a onda do "found footage" - aquelas produções que se passam por documentais, com câmera na mão e diálogo diretamente para a lente - e tenta convencer o espectador de que se tratam de acontecimentos reais. Okay, o fato deste papo ter dado certo com "A Bruxa de Blair" (1999), quando muita gente acreditou que as imagens eram reais, criando certo pânico entre o público, não significa que o espectador vai cair sempre na mesma balela, e isto tanto não convenceu que, na mídia física, temos um final alternativo que contraria diretamente o final "oficial". A narrativa segue, basicamente, o cotidiano do casal, repleto de acontecimentos inexplicáveis, como portas que abrem sozinhas, luzes que acendem do nada e , mais para o fim da história, comportamentos pouco usuais da personagem Katie. Não vou mentir: o filme consegue criar uma aura de tensão e medo bem maneira, principalmente por colocar o espectador na posição de observador impassível, já que não tem como intervir no que acontece - e, subitamente, pode acontecer qualquer coisa! Mas, é lógico, que a tensão psicológica tinha de dar, em alguns momentos, lugar para o famigerado "jumpscare", incluindo, aí, o final "oficial" - acho o alternativo muito mais interessante e sem esse expediente apelativo -, o que, para mim, enfraquece bastante a obra. A narrativa é linear, em ritmo lento mas crescente, até o finalzinho, quando muitas coisas acontecem, umas seguidas das outras. Por ser no estilo "found footage", não existe muito cuidado com a imagem, parecendo qualquer filmagem caseira bem banal. A edição de som - aqui colocada como "som ambiente do que está acontecendo" - colabora bastante com o estabelecimento de atmosfera de tensão - alguns ruídos são tão ou mais amedrontadores que as imagens. Os protagonistas Katie e Micah são interpretados por Katie Featherston e Micah Sloat, respectivamente - eles estão bastante bem no filme, trazendo naturalidade aos personagens, mas devem detestar o obra, porque ficaram marcados para sempre e só voltaram a atuar em produções da franquia - porque, é claro, tinha de virar franquia... A obra é daquelas de fácil e imediato consumo, entretenimento puro e simples, pois não conseguimos extrair nada além disso do filme (porque existem filmes de terror que te levam a uma reflexão... aqui não, acabando a história, acabou qualquer forma de interação com ela). O filme é divertidinho? Ah, até que é... mas como cinema, encontra-se no primeiro grau de evolução, é o protozoário da sétima arte... Eu revi, depois de mais de dez anos da primeira incursão, até para conhecer o final "oficial", e acho muito pouco provável que eu torne a vê-lo... quem sabe daqui a outros dez anos...

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