• hikafigueiredo

"Blow-Up - Depois Daquele Beijo", de Michelangelo Antonioni, 1966

Filme do dia (194/2018) - "Blow-Up - Depois Daquele Beijo", de Michelangelo Antonioni, 1966 - Thomas (David Hemmings), um renomado fotógrafo de moda, ao fazer fotos de um casal em um parque, registra, inadvertidamente, imagens de um suposto assassinato.





Hoje vou fazer uma confissão que vai acabar com qualquer ilusão de que eu sou uma cinéfila de verdade: Antonioni não me sensibiliza. Eu não me convenço disso e sigo tentando me encantar com as obras do cineasta, mas continuo me frustrando. A mais nova tentativa foi nesse filme aqui e, por mais que eu entenda sua importância no panorama cinematográfico da época em que foi lançado, eu não consigo fingir que me senti envolvida com a obra. Para mim, o grande mérito no filme constitui em retratar e celebrar um momento de mudança e ruptura na sociedade. Achei bem interessante a exposição da "cena" londrina, o ambiente da moda, da música, o hedonismo da juventude da época, a difusão das drogas, as festas "bacanas", o anestesiamento dos jovens, mas qualquer coisa além disso me escapou. Como já disse antes, gosto de filmes que me façam pensar e me façam sentir, e esse aqui não cumpriu bem nenhuma dessas tarefas. Okay, entendi que, ao final, existe a dúvida sobre o que realmente aconteceu e o que foi apenas a leitura do fotógrafo que vê o mundo por detrás de suas lentes, mas... e aí? Podem me apedrejar, mas o filme não me conquistou. Méritos que eu admito: além do retrato daquele momento da sociedade, achei interessante a escolha de elenco (David Hemmings está ótimo como o frio e "blasé" fotógrafo, o que dá uma significância extra a toda a sua conduta em relação ao mundo ao seu redor; Vanessa Redgrave, por sua vez, oferece sua chancela de "100% britânica" a qualquer personagem que faça); interessante as muitas "aparições" de famosos ou futuros famosos ao longo do filme, tais como o grupo The Yardbirds, a modelo Veruschka e o futuro Monty Phyton, Michael Palin; a ousadia nas cenas de nu/quase nu, que hoje são ridiculamente pudicas, mas, na época, com certeza foram um escândalo. É isso. Podem me apedrejar agora. PS - O filme ganhou o Grand Prix em Cannes (Cannes é a premiação de cinema que eu mais respeito... imagine como me sinto ao não curtir esse filme... 😣... mas não consigo mentir).

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