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“Cartas na Mesa”, de John Dahl, 1998

  • hikafigueiredo
  • 19 de ago. de 2025
  • 3 min de leitura

Filme do dia (59/2025) – “Cartas na Mesa”, de John Dahl, 1998 – Mike (Matt Damon) é um exímio jogador de poker que sonha em jogar no mundial. Em um erro de leitura do oponente, Mike perde tudo para Teddy KGB (John Malkovich), o dono de um clube de jogos, ligado à máfia russa. Desiludido, ele abandona as mesas de poker, mas, quando seu melhor amigo Lester (Edward Norton) sai da prisão e envolve-se em dívidas, Mike percebe que sua única chance está em deixar a aposentadoria de lado e apostar alto.


 

Tenho esse filme na coleção há muitos anos, mas não me lembrava de tê-lo visto. Arrisquei e perdi como o protagonista Mike, pois nem o elenco para lá de estrelado ajudam a sustentar o filme. Não que ele seja essencialmente ruim... talvez seja pior: ele é insosso, aquele tipo de filme que será esquecido em um ou dois dias. A história gira em torno de Mike, um jogador de poker talentoso, mas que se deslumbra com uma boa mão e erra na aposta, perdendo tudo o que tem para um criminoso perigoso. Ele tenta abandonar o poker, mas tudo ao seu redor o devolve para as mesas de apostas. A obra tenta criar uma narrativa de autoconhecimento, autoaceitação e autoconfiança, e vem com uma filosofia (bem) barata acerca da necessidade de arriscar na vida para alcançar o sucesso e o reconhecimento em qualquer área – sabe aquele blá-blá-blá estadunidense de ser “um vencedor” ou “um perdedor”? Então, a narrativa passa por estar questões, mas de uma maneira rasa e piegas, bem ao gosto do cidadão médio dos EUA. Ainda que o roteiro não tenha nenhum erro crasso ou algo muito absurdo, ele é fraco e previsível, eu imaginei o que iria acontecer antes do meio do filme. A construção dos personagens é tão óbvia que chega a ser forçada – o que é o personagem Lester “Worm” Murphy? Quem imaginaria que um personagem com apelido de “verme” seria alguém canalha e covarde? Aaaaah, que surpresa (#sqn). A narrativa é linear, em ritmo moderado e constante. Formalmente, é uma obra super convencional, padrãozinho Hollywood de médio orçamento. O que me surpreende é o elenco arregimentado para essa bobagem: praticamente só famosos (todo mundo tem boletos por vencer, né?). Matt Damon faz papel de Matt Damon pela bilionésima vez na carreira – o indivíduo comum e boa praça que tem que ralar para provar seu valor (ele não cansa de fazer sempre o mesmo personagem?) Edward Norton interpreta o “amigo” de Mike, que, por uma dívida de gratidão, praticamente escraviza o protagonista. Eu achei o personagem um horror, o ator é grande demais para ele. John Malkovich interpreta o criminoso russo Teddy KGB – também achei o personagem óbvio, mas Malkovich sempre consegue dar algum charme aos seus papeis, então perdoo. John Turturro interpreta o jogador Joey Knish e, para mim, é o melhor personagem da trama, o único que tem alguma complexidade; Famke Janssen em início de carreira e pré-X-Men aparece como a personagem Petra, sem explicar muito a que veio. Para completar o elenco, Gretchen Mol como Jo, a figura mais insossa da história. O filminho é fraco, hein... Forte candidato a sair da coleção quando faltar espaço nas prateleiras. Não curti não e não recomendo. Pelo Justwatch, tem para alugar/comprar no Apple TV.

 
 
 

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