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"Como Agarrar um Milionário", de Jean Negulesco, 1953

  • hikafigueiredo
  • 29 de jul. de 2020
  • 2 min de leitura

Filme do dia (304/2020) - "Como Agarrar um Milionário", de Jean Negulesco, 1953 - Schatze Page (Lauren Bacall), Pola Deveboise (Marilyn Monroe) e Loco Dempsey (Betty Grable) são três jovens modelos que sonham em casar com um milionário. Para tanto, alugam um apartamento chique em Nova York e passam a frequentar as altas rodas.





Essa comédia ingênua, bem ao gosto dos anos 50, brinca com a ideia do casamento por interesse, aproveitando todo o sex appeal das atrizes envolvidas. As personagens poderiam ter sido retratadas como verdadeiras vilãs, frias e interesseiras, mas, na realidade, elas se mostram apenas sonhadoras e seus planos podem não dar tão certo já que não conseguem, com facilidade, colocar seus interesses financeiros à frente de seus corações. Ainda que o argumento possa dar urticária nas mulheres de hoje, muitas das quais preferem sua autonomia e independência a qualquer fortuna, é fato que, na época, a ideia não soava tão maligna como atualmente (o que não quer dizer que não existam, até hoje, mulheres bastante dispostas a esse expediente para levar vida financeiramente mansa, ainda que a um preço impagável, na minha opinião). Existe uma evidente preocupação, no roteiro, em mostrar as personagens como sonhadoras, porém respeitáveis, pois, caso contrário, o filme certamente não viria a agradar a moralista sociedade da época. A narrativa é linear, muito convencional, flui suave e aproveita o timing para comédia de Monroe e Grable, ficando, Lauren Bacall, com a personagem mais "séria". A atmosfera é leve e o ritmo está mais para lento. O destaque da obra, lógico, é a presença de três estrelas de Hollywood daquela época, todas lindas e completamente dentro do padrão estético daquele período. Ainda que eu adore a Lauren Bacall, das três atrizes ainda gosto mais do trabalho de Marilyn Monroe, sempre disposta a não levar tão a sério sua imagem de musa e aproveitar sua veia cômica. A obra é bobinha - ainda que poderia dar muitos elementos para uma séria discussão acerca de comportamento de gênero, padrão estético e feminismo -, mas é um entretenimento honesto e é fácil de se divertir com ela. Até pela ingenuidade envolvida, pode não agradar um público mais jovem, habituado com um humor mais malicioso, mas, dá para aproveitar.

 
 
 

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