• hikafigueiredo

"Corrida da Morte: Ano 2000", de Paul Bartel, 1975

Filme do dia (72/2022) - "Corrida da Morte: Ano 2000", de Paul Bartel, 1975 - EUA, 2000. Num mundo dominado por um governo fascista e ditatorial norte-americano, o esporte nacional é uma corrida de carros cujo objetivo é atropelar o maior número de pessoas. Dentre os corredores, o mais idolatrado é Frankstein (David Carradine), que traz consigo um perigoso segredo.





Ainda que a obra traga uma interessante e assustadora imagem de futuro distópico, onde os EUA são abertamente fascistas e totalitários, as suásticas são livremente utilizadas e, numa nova versão de Coliseu, a diversão nacional envolve mortes violentas e sangrentas, as quais são televisionadas alegremente para o mundo, o filme não esconde, um segundo sequer, sua natureza "B", caracterizada pelo baixo orçamento, temática popular e pouca preocupação com o primor técnico, além de claramente não se levar muito a sério. Não foram poucas as cenas que me arrancaram risadas pelo ridículo, tanto das situações, quanto das soluções estéticas ou técnicas encontradas. O gênero predominante é ficção científica, com um toque de "terrir". A narrativa, extremamente primária, é linear, em um ritmo muito intenso. Tecnicamente, o filme é de uma tosquice rara - além de uma fotografia "lavada", sem qualquer nuance, contraste ou saturação, fazendo uso de planos e posicionamentos de câmera para lá de óbvios e convencionais, a obra traz uma direção de arte digna de peça de teatro de escola: dos figurinos ridículos (lembrando que é uma produção dos anos 70, logo, a bizarrice alcança patamares incalculáveis!!!) aos veículos "fantasiados", tudo passa ao largo do "bom gosto". Coroando tudo, um elenco canastríssimo, encabeçado por David Carradine (da série setentista "Kung Fu" e o Bill de "Kill Bill: Volume 2") como "Frankstein" e Sylvester Stallone (antes de fazer sucesso com "Rocky - Um Lutador", 1976) como Joe Viterbo, além de Simone Griffeth como Annie, Roberta Collins como Matilda, Mary Woronov como Calamity Jane e Martin Kove como Nero - todos ilustres desconhecidos qur fugiram das aulas de interpretação. Bom... eu, que adoro um filme bem "trasheira", assumo que me diverti demais com a obra, cuja produção é assinada por ninguém menos que Roger Corman (fazendo jus à fama). Mas é para embarcar no filme sem qualquer compromisso, realmente não tem como levá-lo a sério. Divertido e "lixoso". Só para fãs do gênero.

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