top of page

“Creed”, de Ryan Coogler, 2015

  • hikafigueiredo
  • 21 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

Filme do dia (61/2025) – “Creed”, de Ryan Coogler, 2015 – Adonis Johnson (Michael B. Jordan) é um jovem que passou anos em orfanatos e instituições do governo até descobrir ser filho ilegítimo da lenda do boxe Apolo Creed. Apesar de ser adotado pela viúva de seu pai e ter seu futuro garantido, ele larga tudo para seguir os passos do campeão. Para tanto, ele busca a ajuda do melhor amigo do pai, Rocky Balboa (Sylvester Stallone).


 

Eu gosto demais dos filmes de Ryan Coogler – adorei “Fruitvale Station” (2013), gosto muito de “Pantera Negra” (2018) e amei o mais recente “Pecadores” (2025) – mas vou admitir, com a maior cara lavada, que quis assistir “Creed” pela presença do meu crush absoluto, Michael B. Jordan. Acreditei que nem ia me animar com o filme, mas encarei para ver a belezura de Jordan em cena – e fiquei muito surpresa em ter me envolvido com a história muito mais do que supunha. Com um roteiro bem engendrado e a direção segura de Coogler, a obra retoma a narrativa de Rocky e Apolo dos primeiros filmes da franquia, agora na figura do filho de Apolo. Como filme sobre boxe, achei que a narrativa foi muito bem conduzida. Senti falta da temática racial, frequente nas obras do diretor, mas achei que a forma como foi desenvolvido o personagem Adonis, com toda uma bagagem de traumas, rejeições, abandono e medo, cedeu espessura à narrativa. Também achei válida a guinada dada ao personagem Rocky – se na maior parte da franquia ele é um homem forte e obstinado, aqui ele surge como um idoso fisicamente fragilizado, já desencantado com a vida e prestes a “jogar a toalha”. Não dá para negar, ainda, que houve uma química bem marcante entre os personagens Rocky e Adonis, algo que o roteiro exigia e foi alcançado com sucesso. As cenas de luta foram muito bem coreografadas – e ter de admitir isso para alguém que detesta boxe é quase doloroso. A presença dos lutadores reais Tony Bellew e Andre Ward com certeza ajudaram a tornar as cenas de luta muito mais convincentes. Em suma, o filme consegue agradar quem quer ver a pancadaria comer solta, mas também tem um fundo dramático capaz de absorver quem quer história. No elenco, além de Michael B. Jordan – um sempre ótimo ator – e Sylvester Stallone – surpreendendo com uma interpretação bem melhor do que seu histórico trazia – Tessa Thompson como o par romântico de Adonis e Phylicia Rashad, como viúva de Apolo. A última cena do filme é icônica para qualquer um que tenha visto o primeiro filme da franquia, trazendo carga emocional e reflexão sobre a passagem do tempo e a finitude de tudo – grande sacada! Sylvester Stallone foi agraciado com o Globo de Ouro (2016) de Melhor Ator Coadjuvante por sua interpretação – achei meio exagerado, mas não chega a ser absurdo. Eu gostei do filme e acho uma boa pedida. Em streaming no Prime Video e no Apple TV.

 
 
 

Comentários


bottom of page