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  • hikafigueiredo

“Deserto Particular”, de Aly Muritiba, 2021

Filme do dia (46/2023) – “Deserto Particular”, de Aly Muritiba, 2021 – Daniel (Antônio Saboia) é um policial que cai em desgraça ao lesionar gravemente um cadete durante as aulas de instrução do curso de policiais. Afastado do trabalho e em depressão, Daniel larga Curitiba e viaja de carro para Sobradinho atrás de Sarah, uma mulher com quem se relaciona virtualmente e por quem está profundamente apaixonado.





Discorrendo sobre um tabu social ainda por demais presente nos dias de hoje, este sensível drama vai tratar de intolerância, preconceito, autoconhecimento, autoaceitação, respeito a si próprio e ao outro. Ao mesmo tempo, vai falar de amor, desejo, cumplicidade, amizade e afeto. Daniel é um homem em crise, pois tudo aquilo em que ele acreditava e sobre o qual havia estruturado sua existência ruiu em frações de minutos após ele ter uma conduta condenável amplamente divulgada na mídia. Sem muito o que o prendesse em sua cidade natal, Daniel busca encontra-se ao sair à procura de sua grande paixão Sarah. Ocorre que ele não sabe onde encontrá-la dentro da cidade de Sobradinho e dá início a uma busca incessante pelo objeto de seu afeto. Sarah, por sua vez, tomou conhecimento da ação de Daniel que o levou à desgraça e teme por sua segurança, principalmente por esconder de Daniel fatos sobre si que talvez ele não aceite. Não tenho como ir além sem entrar em spoilers – ainda que não seja nenhum plot twist, há informações na obra que devem vir no momento certo. A narrativa é linear, em ritmo de lento a moderado. A atmosfera é de leve angústia, introspecção e bastante apreensão advindas dos dois personagens. A fotografia da obra é bem marcada, com cores bastante saturadas – inúmeras são as cenas em que a iluminação colorida toma a tela, carregando nos tons amarelos, vermelhos, verdes, azuis. Mas o que mais me “pegou” foram as interpretações, com destaque para Pedro Fasanaro, que está completamente entregue como Robson, e para Antonio Saboia como o conflituoso Daniel. Presença, ainda, da ótima Zezita Matos, uma atriz excepcional. Ah, o filme é... lindo... sensível... muito sensorial, do jeito que eu adoro. Curti demais e recomendo!

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