“Dirty Dancing”, de Emile Ardolino, 1987
- hikafigueiredo
- 6 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
Filme do dia (53/2025) – “Dirty Dancing”, de Emile Ardolino, 1987 – EUA, 1963. A jovem Francis “Baby” Houseman (Jennifer Grey) viaja com seus pais e irmã para uma colônia de férias. Entediada, Baby entra na área exclusiva de funcionários, local onde ocorre uma festa com danças provocativas e ousadas, onde conhece Johnny (Patrick Swayze), o professor de dança da colônia. Rapidamente, Baby e Johnny se envolvem, ao mesmo tempo em que ensaiam para uma apresentação de dança em um hotel próximo.

Apesar de ter sido um dos filmes mais famosos da minha juventude, a obra, na época, não me conquistou, em parte por ser o puro suco do entretenimento em um momento em que eu estava me interessando mais por filmes sérios e densos (ranço de jovem cinéfila e aspirante a estudante de cinema). Em parte por curiosidade, resolvi rever o filme após quase quarenta anos de sua estreia e, ainda que continue vendo problemas de roteiro, acho que gostei mais agora do que na época. Inspirado na juventude da roteirista Eleanor Bergstein, o filme acompanha alguns dias da vida da protagonista Francis “Baby”, em 1963, quando ela viajou com a família para uma colônia de férias. A jovem, idealista e determinada, logo se envolve com o professor de dança da colônia, um rapaz mais velho e de origem humilde. O roteiro, na minha opinião, romantiza demais algumas situações, dissociando-se da realidade e simplificando relações que seriam naturalmente mais complexas. A própria protagonista Baby me parece por demais idealizada, sempre com ótimas intenções e disposta a se sacrificar infinitamente pelos demais. Mas, entendo tratar-se de um filme para um público jovem, para entretenimento, leve e despretensioso e que talvez eu esteja exigindo demais da narrativa. Por outro lado, o filme tem acertos inegáveis: o primeiro dele é, sem dúvida, a química sem igual entre Grey e Swayze – o que é incrível, porque reza a lenda, eles viviam às turras no set. O casal protagonista parece feito um para o outro e é, sem qualquer dúvida, responsável pelo sucesso da obra. Outro acerto é a trilha sonora, em especial a presença do hit “(I’ve Had) The Time of My Life”, que, na época, tocava incessantemente nas rádios. Vamos combinar que a música é ótima e, junto com a coreografia simpática, levou a cena final a se tornar uma das mais icônicas da década de 1980. Por fim, ponto para as coreografias do filme, ainda que eu as ache um pouco “hot” demais para a década de 1960, quando a história se passa. Para quem curte o gênero romance, o filme também é um prato cheio e não cai na pieguice típica de alguns filminhos mais açucarados. O filme foi agraciado com o Oscar (1988) e o Globo de Ouro (1988) de Melhor Canção para “(I’ve Had) The Time of My Life”, com muita justiça. É uma obra que cumpre o que promete e um divertimento certo para quem quer algo leve e sem maiores compromissos. Atualmente em streaming no Prime Video e no Apple TV.



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