• hikafigueiredo

"...E o Vento Levou", de Victor Fleming, 1939

Filme do dia (120/2017) - "...E o Vento Levou", de Victor Fleming, 1939 - Sul dos EUA, 1861. Às vésperas da Guerra da Secessão, a família O'Hara vive tranquilamente na sua propriedade rural Tara. A filha mais velha da família, Scarlett (Vivien Leigh) é uma jovem sedutora e mimada, cortejada por todos os rapazes da região. No entanto, Scarlett só tem olhos para Ashley Wilkes (Leslie Howard) que está noivo de sua prima Melanie (Olivia de Havilland). Decidida a evitar o casamento, Scarlett declara-se para Ashley, que afirma que não deixará de casar com Melanie. Sem querer, o diálogo é ouvido por um forasteiro de má-reputação, Rhett Butler (Clark Gable), que provoca Scarlett, mas lhe promete discrição. A Guerra é declarada e o destino de todos passa a ser ditado pela nova situação.





Clássico absoluto do cinema norte-americano, tive o indescritível prazer de assisti-lo, ontem, na tela grande. A obra, que já é ótima em tela pequena, ficou ainda melhor na telona!!!! O filme é a versão cinematográfica do livro de mesmo nome e acompanha a trajetória dos personagens antes, durante e após a guerra civil norte-americana. Temos, aqui, duas questões: se por um lado a obra é excepcional, tem uma narrativa complexa, com personagens marcantes e carismáticos e é extremamente bem realizado, por outro, nos deparamos com alguns "senões" aceitos na época em que se passa a história e no momento da realização do filme, mas que, hoje, soam absolutamente absurdos para o espectador médio, tais como racismo, machismo, relações abusivas, e por aí vai. No entanto, se o público conseguir abstrair os absurdos, com certeza vai curtir muito a obra. O filme é todo ótimo, mas alguns pontos merecem destaque: os diálogos, em especial aqueles que acontecem entre Scarlett e Rhett, são deliciosos, repletos de sarcasmo e humor e só eles já fariam o filme valer; a fotografia da obra, um dos primeiros filmes em technicolor e, com certeza, um dos mais grandiosos, é maravilhosa; e a trilha sonora de Max Steiner é perfeita. O elenco também foi escolhido a dedo: Vivien Leigh faz uma Scarlett arrogante, ardilosa, e, acima de tudo, forte e decidida; Clark Gable, por seu turno, faz um Rhett Butler irônico, ágil nas respostas e leal (e apaixonante!!!! rs); Leslie Howard faz um Ashley insosso, fraco, frágil (como tinha de ser) e Olivia de Havilland, uma devotada, fiel e amorosa Melanie. Destaque absoluto para Hattie McDaniel como a rabugenta escrava Mammy, papel que lhe rendeu o Oscar de Atriz Coadjuvante em 1940 e a fez a primeira mulher negra a concorrer e ganhar um Oscar. Bom, o filme levou "só" dez Oscares, dentre os quais os de melhor filme, diretor e atriz para Vivien Leigh. Eu, que já gostava da obra, fiquei encantada de assisti-la no cinema. Recomendadíssimo!!!!

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