• hikafigueiredo

"Eden", de Mia Hansen-Love, 2014.

Filme do dia (33/2020) - "Eden", de Mia Hansen-Love, 2014. Paris, 1992. Paul (Félix de Givry) é um adolescente aficionado em música eletrônica, que começa a fazer na França sucesso junto com as raves. Junto com um amigo, Paul forma uma dupla de DJs chamada Cheers e passa a fazer pequenas incursões em festas com um som eletrônico, mas mais underground. Mas o jovem não pretende parar por aí.





A obra retrata o universo da música eletrônica dos anos 90 e 2000, bem como das raves e festas guiadas por este tipo de som e regadas a muita bebida e drogas. Para uma leiga como eu, as referências oferecidas - como tipos de música eletrônica, DJs famosos e artistas envolvidos - não têm qualquer significado e acredito que saber um pouco desse universo talvez torne o filme mais rico e interessante. A obra também discorre sobre expectativas, ascensão profissional e, como era de se esperar, a natural decadência e derrocada dos sonhos e de modelos de vida após chegar a um ápice. Justamente por essa última característica, o filme começa com muita energia, uma vibe positiva e uma atmosfera geral muito up, mas, ao longo da narrativa, esse ânimo todo arrefece e obra passa a ter uma energia mais sombria, daqueles "tapas na cara" que a vida dá. Podemos, até, dizer que o filme trata da transformação e da constante mudança de sonhos, expectativas e vida em geral. Assumo que o final me pesou um pouco a alma, principalmente pelo contraste com o início da história. Há, certamente, que se gostar ao menos um pouco de música eletrônica para se curtir o filme (para mim foi okay). Tecnicamente, o filme é certinho, bem feito, mas, só destacaria mesmo o som, por motivos óbvios. No elenco, Félix de Givry interpreta o sonhador Paul a contento, sendo hábil em criar um personagem que desperta a empatia do espectador. Greta Gerwig faz uma ponta como namoradinha americana de Paul; Golshifteh Farahani também está no elenco como a personagem Yasmin; no papel de Louise (a namorada chata e estressada) está a atriz Pauline Etienne. Não diria que o filme me arrebatou, mas também não é uma obra que mereça ser colocada de lado. É um filme bom com uma temática mais "limitada", mas conseguiu me prender. Recomendo mais para quem tem algum interesse nesses assuntos.

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