• hikafigueiredo

"Encanto", de Byron Howard e Jared Bush, 2021

Filme do dia (368/2021)- "Encanto", de Byron Howard e Jared Bush, 2021 - Em um povoado distante em meio à Colômbia, vive a família Madrigal, cujos membros são dotados, cada um, de um poder mágico. No entanto, alguma coisa ameaça o encanto da família e a jovem Mirabel lutará para descobrir o que é.





Por anos, fui fã incondicional das animações da Disney. Filmes como "A Bela e a Fera" (1991), "Aladdin" (1992) e até mesmo os mais experimentais e ousados "Hércules" (1997), "A Última Onda do Imperador" (2000) ou "Lilo & Stitch" (2002), me enchiam de alegria quando os assistia no cinema. Mas, de alguns anos para cá, aparentemente o estúdio se rendeu a fórmulas fáceis, deixou de inovar e abraçou a lógica do "mais do mesmo". Esse é o caso da nova animação Disney "Encanto". É horrível? Claro que não é! As animações da Disney jamais são horríveis, desastrosas, inassistíveis. Mas... falta algo... falta aquilo que diferenciaria esta animação da anterior e da posterior. Falta, enfim, alma ao projeto. Seguindo quase uma receita de bolo, a história começa apresentando uma situação ideal, mas com um pequeno "porém", avança para o desenvolvimento deste problema, que toma proporções trágicas chegando ao clímax da narrativa e, ao final, retomando a situação ideal sem o "porém" inicial. "Ah, você está dando spoiler!!!". Não, não é spoiler. É a fórmula de todas as últimas animações do estúdio e que, na minha opinião, arrancou toda alma, todo o brilho das obras. A animação, em si, é absolutamente perfeita, irretocável. Com muito ritmo, muito colorido e com uma trilha sonora bem animada, o filme é, claro, gostoso de se assistir e, sem dúvida, vai agradar a criançada. Mas não vai ficar na memória. Não vai marcar uma época, não vai ser lembrado no futuro. Mesmo a trilha sonora - não temos aqui nenhuma música com potencial de hit, nenhuma "música-chiclete", daquelas que fica ecoando na nossa memória como "Under the Sea" de "A Pequena Sereia" (1989), "Hakuna Matata" de "O Rei Leão" (1994) ou mesmo o desesperador "Let it Go", de "Frozen" (2013). Enfim, uma animação facilmente consumível, bem encaixadinha na "fórmula" e nada mais. Para mim, foi uma decepção. Vale levar os filhos, sobrinho, afilhados, mas não espere uma obra-prima porque não vão te entregar isso.

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