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  • hikafigueiredo

"Eu, Daniel Blake", de Ken Loach, 2016

Filme do dia (17/2017) - "Eu, Daniel Blake", de Ken Loach, 2016 - Daniel Blake (Dave Johns) é um homem de meia idade, recém enfartado e proibido de trabalhar por sua médica. Inicia, então, uma via sacra pelos órgãos públicos na tentativa de obter seu auxílio-doença, oportunidade em que conhece Katie (Hayley Squires), uma mãe solteira de duas crianças vivendo de seguro-desemprego.





Típico filme-denúncia, a obra retrata as situações kafkanianas e humilhantes que um homem humilde comum é obrigado a passar na tentativa de receber seus direitos. Tratado com descaso, impedido de se expressar, a situação de Daniel fica a cada momento mais desesperadora, mas o personagem continua a ser visto como um mero número em uma planilha ou, como ele mesmo diz, "um nome em uma tela". Como os demais filmes-denúncia, a obra angustia, revolta e deixa o espectador indignado. A história se passa em tempo cronológico, o roteiro é linear e bastante tradicional e o desfecho, previsível. Mas, ainda assim, é um filme com muitos méritos - o primeiro é o tema de importância indiscutível; o segundo, a direção sensível e segura de Ken Loach; e o terceiro, sem dúvida, é a atuação excepcional de Dave Johns. A obra recebeu a Palma de Ouro em Cannes em 2016, a denotar a qualidade do filme. Gostei (ainda que não tenha me surpreendido) e recomendo.

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