• hikafigueiredo

"Guerra Entre Planetas", de Joseph M. Newman e Jack Arnold, 1955

Filme do dia (227/2021) - "Guerra Entre Planetas", de Joseph M. Newman e Jack Arnold, 1955 - Um cientista nuclear, Dr. Meacham (Rex Reason), é contatado por um estranho indivíduo, Exeter (Jeff Morrow), para realizar pesquisas na área da energia atômica. Ao chegar no complexo de laboratórios sob a responsabilidade de Exeter, o Dr. Meacham descobre que os principais pesquisadores da área do mundo todo também estão lá, despertando a desconfiança do cientista.





A década de 50 foi profícua em filmes de ficção científica que tratavam das inovações e descobertas científicas da época, especialmente no que se refere à energia nuclear, rendendo um sem-fim de filmes, na maioria o que convencionamos chamar de "filmes B", produções de baixo orçamento e roteiros de fácil consumo, voltados para o puro entretenimento - e esta obra encaixa-se perfeitamente nessa definição. O filme discorre sobre uma raça alienígena, de conhecimentos científicos e tecnológicos superiores aos dos terráqueos, que se vê obrigada a solicitar a ajuda dos cientistas locais para conseguir sintetizar elementos químicos como o urânio e o plutônio para garantir sua defesa diante dos ataques de uma outra raça alienígena ao seu planeta. Apesar do argumento até criativo, são inúmeras as soluções de roteiro esdrúxulas e sem qualquer sentido - como a súbita destruição de vários cientistas quando estes poderiam, simplesmente, ter sido abduzidos para o tal planeta em perigo. A narrativa é linear, em ritmo ágil e atmosfera leve e divertida. Chega a ser engraçada a terminologia inventada para se referir aos equipamentos científicos criados pelos alienígenas, bem ao estilo "rebinboca da parafuseta" - nem quero pensar no tanto de absurdo relacionado à física e à química que deve ter ao longo da história. Como boa produção de baixo orçamento, é perceptível a economia nos quesitos técnicos - quase tudo produzido em estúdio, com uma fotografia chapada e sem sofisticação e direção de arte bastante simplória. Os efeitos especiais, para os dias de hoje, chegam a ser constrangedores - deu vontade de cair na risada de tão obsoletos e toscos, com destaque para o ser mutante que parecia uma grande formiga, digno de peça de teatro de escola. As interpretações também beiravam o sofrível, especialmente as caras e bocas de Faith Domergue, que interpreta a Dra. Adams. Apesar de curtir esses chamados "filmes B", reconheço que este aqui passou um pouco da medida... muito meia boca demais, tem filmes sci-fi bem mais interessantes...

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