• hikafigueiredo

"Hannibal", de Ridley Scott, 2001

Filme do dia (53/2019) - "Hannibal", de Ridley Scott, 2001 - Após dez anos desde sua fuga, o Dr. Hannibal Lecter (Anthony Hopkins) continua foragido. Clarice Starling (Julianne Moore) tornou-se uma experiente agente do FBI, mas, por causa de uma missão desastrosa, cai em desgraça junto à agência e a população. Influenciados por um milionário obcecado pelo Dr. Lecter, os superiores de Starling destacam-na para uma nova missão: descobrir o paradeiro do psicopata.





É bastante incomum que a sequência de um filme mantenha a qualidade daquele que a originou.Via de regra, as continuações são bastante inferiores, isso quando não são verdadeiros desastres. A presente obra pode não manter a excelência do filme original - até mesmo por ele ser uma obra-prima de rara qualidade - mas está muito longe de fazer feio. Aqui não existe o mesmo nível de suspense, mas a narrativa permanece sólida e coerente com o filme original. Se por um lado a atmosfera de tensão decaiu um pouco, as cenas violentas, do tipo que impactam o público, estão muito mais presentes nessa obra. Pontos positivos do filme: a narrativa é consistente e bem estruturada, a interpretação de Anthony Hopkins é impecável e o ritmo é deliciosamente ágil. Pontos que eu considerei negativos: excessivos núcleos que se alternam, nem todos essenciais à obra, duração excessivamente longa e o que eu achei o pior dos equívocos - a mudança da atriz que interpreta Clarice Starling. Em hipótese alguma diria que Julianne Moore não é uma excelente atriz e, muito menos, que não esteja à altura da personagem. Mas não dá para negar que não há qualquer mínima correlação entre as duas "Clarice Starling". A personagem interpretada por Jodie Foster era analítica, controlada, mas, também, deixava escapar sua humanidade, sua doçura, sua insegurança e sua profunda fragilidade interior. Já a Clarice de Julianne Moore é dura, fria, não expõe seus sentimentos e fraquezas, não tem mais aquele pensamento analítico e nem mesmo os dez anos de lapso temporal explicariam uma mudança tão drástica de personalidade. Além disso a Clarice de Jodie Foster era cativante, ao contrário da personagem de Julianne Moore. É fato que o filme perdeu muito com a saída de Foster do elenco, mas não chega a ser ruim. Achei o desfecho inverossímil. Destaque para acena do jantar na casa de Ray Lyota - chocante e ótima. O filme é 100% do Hannibal e de Anthony Hopkins. Boa pedida.

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