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  • hikafigueiredo

"It - A Coisa", de Andy Muschietti, 2017

Filme do dia (211/2017) - "It - A Coisa", de Andy Muschietti, 2017 - Maine, 1989. Na pequena cidade de Derry, os habitantes vivem sobressaltados pelos reincidentes desaparecimentos de jovens e crianças. Um grupo de amigos, certo de que há algo em comum entre os sumiços, começa a investigar o assunto, ocasião em que se deparam com a terrível entidade Pennywise (Bill Skarsgard).





Quando saí do cinema, estava decidida quanto ao fato de não gostar da obra. Mas, passadas algumas horas, relativizei meu desgostar e talvez tenha identificado o que me incomodou. Fui ao cinema para ver um filme de terror e acabei assistindo a um filme sobre amizade, companheirismo, amadurecimento, abuso parental e bullying - é bastante coisa, mas não é terror. Em outras palavras, o que aconteceu foi uma certa frustração por ter visto algo diferente do que eu previa. Agora, passado o impacto, percebo que o filme é bastante rico e toca em assuntos sérios e espinhosos, mas que reside no universo dos filmes de terror, ambiente inusual para estes assuntos. O filme é ótimo no que se refere àquelas temáticas já mencionadas. Como filme de terror, não me envolveu, não me assustou e nem de longe me impactou. Tive a sensação de estar vendo um "Goonies" com temas mais sérios ou, ainda, outra versão de "Conta Comigo". Quanto ao terror, admito que ando meio de saco cheio com os filmes do gênero atuais, porque todos - eu ressalto, TODOS - apoiam-se, exclusivamente, no uso de "jumpscare", deixando de lado a construção gradativa de atmosfera de medo e angústia, o que me chateia bastante já que amo terror psicológico. E "It" não é diferente, pois a maior parte do terror do filme está alocada nestas cenas de "susto". O roteiro é bem desenvolvido, mas, como ressaltei, privilegia mais as relações entre os personagens do que o "climão" assustador. Por outro lado, o filme é visualmente bem feito, com ótima fotografia, direção de arte bacana (lembrando-se que se trata de filme de época, pois ambientado nos anos 80) e montagem bem eficiente. Os efeitos especiais me soaram meio inconstantes - alguns ótimos, outros não tão bem feitos. Curti a trilha sonora que conta, inclusive, com algumas músicas da época. Gostei bastante da interpretação dos atores - a molecadinha que faz o grupo de amigos é ótima, até difícil destacar algum deles (mas admito que o personagem que mais de cativou foi o hipocondríaco Eddie, interpretado por Jack Dylan Grazer). No papel de Pennywise, Bill Skarsgard - falaram tanto dele que minha expectativa foi inflada e acabei não achando tudo isso, embora admita que ele não está mal. No final das contas, eu achei o filme bonitinho... por mais irônico que seja achar um filme de terror bonitinho... rs. Não sei se recomendo... tenho dúvidas.

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