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  • hikafigueiredo

"Jovens Bruxas", de Andrew Fleming, 1996

Filme do dia (273/2020) - "Jovens Bruxas", de Andrew Fleming, 1996 - A adolescente Sarah (Robin Tunney) muda-se de San Francisco para Los Angeles. Na nova cidade, faz amizade com Nancy (Fairuza Balk), Bonnie (Neve Campbell) e Rochelle (Rachel True), três jovens ligadas a magia e ocultismo e descobre, em si própria, poderes especiais.





Assisti a esse filme quando era bem jovem e me lembrava de ter me divertido bastante com ele. Esse é daqueles filmes bem adolescentes, típicos dos anos 80 e 90, que, aparentemente, proporcionam apenas um bom entretenimento. Digo aparentemente porque vi, nessa segunda visita, uma mensagem meio subliminar bem pouco positiva acerca da amizade entre garotas, pois a narrativa quase grita que mulheres não são confiáveis e que é melhor ficar só a confiar em um grupo de meninas. Okay que muito provavelmente o diretor nem tenha tido, conscientemente, essa intenção, mas é certo que a mensagem negativa está lá, ao alcance de toda e qualquer adolescente que assistir ao filme, sendo que o argumento tinha potencial para ser justamente o contrário, um incentivo à amizade entre garotas, um exemplo (positivo) de empoderamento feminino e um exercício de sororidade - tudo perdido nas mãos de um diretor do gênero masculino. Acho que um filme que faria um contraponto interessante nesse sentido é "As Bruxas de Eastwick" (1987), filme que, inclusive, é mencionado na história. Mas, colocando de lado meu discurso feminista, resta uma obra fincada muito mais na fantasia do que no terror e que aproveita melhor a atmosfera juvenil do que o clima tenso dos filmes sobre o sobrenatural. A linguagem utilizada é bem convencional e o ritmo é bem marcado, acelerando no terço final. Os destaques, aqui, ficam por conta de uma trilha sonora infernal e maravilhosa e de efeitos especiais bastante bons, se considerarmos que o filme tem mais de vinte anos. As meninas do elenco estão bem convincentes, ainda que eu ache que a caracterização delas ficou bem clichê, em especial da personagem Nancy. Também não gostei da mudança de personalidade repentina que as personagens Rochelle e Bonnie sofrem e que está diretamente ligada àquele papo acerca da confiabilidade da amizade entre mulheres. Bom, o filme é divertido e envolvente e certamente vai agradar o pessoal mais jovem e adolescentes em geral. Recomendo mais para esse público.

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