• hikafigueiredo

"Kate", de Cedric Nicolas-Troyan, 2021

Filme do dia (337/2021) - "Kate", de Cedric Nicolas-Troyan, 2021 - Kate (Mary Elizabeth Winstead) é uma assassina de aluguel que se descobre envenenada. Com menos de 24 horas de sobrevida, ela sai ao encalço do mandante de sua morte.





Previsível. Diria mais. Previsível, previsível, previsível. Eu saquei qual era a do filme nos primeiros três minutos de história (contados no relógio). Além de presumível, sequer o argumento é original, já que reutiliza a ideia do melhorzinho "Morto Ao Chegar" (1988) que já aproveitara a ideia de "D.O.A." (1949) - em suma, é a reciclagem da reciclagem!!! O roteiro desenvolve-se sobre o óbvio, motivo pelo qual inexiste suspense no filme. No entanto, até acho que, como filme de ação, funciona, pois traz uma violência gráfica e um ritmo alucinante que certamente agradará amantes do gênero. A narrativa é predominantemente linear, mas traz várias pequenas cenas em flashback da história da protagonista. Como já disse, o ritmo é digno de videogame - piscou, perdeu umas três mortes. A atmosfera é de tensão constante, um clima meio agoniado, compreensível pela corrida contra o tempo da personagem principal. Visualmente o filme é legal, não nego. A fotografia aproveita ângulos e movimentos de câmera criativos e sofisticados, principalmente nas primeiras cenas (se a ideia era impactar o espectador logo de cara; funcionou, mas lamento que a ousadia não tenha se estendido a todo o filme, pois do segundo terço em diante, os planos se tornaram, infinitamente, mais convencionais); como 90% do filme se passa à noite, a iluminação também mereceu uma atenção extra - há um jogo caprichado de luz e sombra e o uso frequente de luzes coloridas, aproveitando os neons de uma Tóquio noturna bem modernosa. Lógico que o forte da obra são as cenas de luta - muito bem coreografadas, é fato - e os efeitos especiais - não falta CGI no filme. Também a trilha sonora chamou minha atenção com muito pop esquisitinho, inclusive japonês. A protagonista é interpretada por Mary Elizabeth Winstead, uma Sarah Connor sem charme e motivação - a atriz está bem no papel, mas não tem a pegada de Linda Hamilton nem aqui, nem na China. No papel de Varrick, Woody Harrelson - eu adoro o ator, mas ele está precisando variar um pouco seus personagens, já que ou ele interpreta maluco, ou cara fodão, não sai disso. Como a adolescente Ani, Miku Martineau - achei a personagem um pouco ... forçada, talvez? Que garota manteria tamanha empáfia com uma pistola apontada para a própria cara??? Apesar de achar a personagem inverossímil, a atriz a interpretou a contento. Gostei bastante da rápida participação de Miyavi como Jojima - ô, bicha bruta!!!! Achei alguns maneirismos do filme meio toscos - como o lance da protagonista com o "Boom Boom Lemon": me diz, para quê? Apesar de não poder dizer que gostei da obra - principalmente por não curtir, em geral, filmes de ação - entendo que ele tem lá algumas virtudes dentro de seu nicho. Mas também não achei tão bom assim para recomendar, não. Mais uma vez, vejam por sua conta e risco, já que está facinho na Netflix.

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