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  • hikafigueiredo

“Loucas em Apuros”, de Adele Lim, 2023

Filme do dia (82/2023) – “Loucas em Apuros”, de Adele Lim, 2023 – A advogada Audrey (Ashley Park) viaja para a China para assinar um importante contrato para seu escritório. Como quase não fala mandarim, convida sua amiga Lolo (Sherry Cola) para acompanhá-la. A prima de Lolo, “Deadeye” (Sabrina Wu) viaja com elas e, em Pequim, a ex-colega de faculdade de Audrey, Kat (Stephenie Hsu), uma famosa atriz, junta-se ao trio. As quatro amigas, completamente diferentes entre si, acabam vivendo uma bizarra jornada pelo sul asiático que revelará muitas coisas sobre cada uma delas.





Sim, pode não ser muito comum, mas eu também vejo comédias bobas e non-sense. Aqui, temos um típico besteirol norte-americano, versão feminina e oriental, o que não muda, em nada, sua essência escrachada e, por vezes, até ofensiva. Sabe aquele humor barato, completamente quinta série, que envolve piadas de sexo, situações vexatórias e escatologia, que, por muitas vezes, chega a ser ridículo a ponto de sentirmos vergonha alheia, bem ao estilo James Franco e Seth Rogen (este último, não por acaso, um dos produtores do filme)? Pois é, é exatamente o que temos aqui. Confesso que não é o meu estilo predileto de humor, o que não quer dizer que eu não tenha gargalhado em algumas cenas, notadamente as que se afastavam um pouco desta comicidade tão rasteira (não me levem a mal, não que eu seja o epiteto do pudor ou extremamente moralista; não, apenas acho que algumas piadas perdem o tom quanto você passa de uma certa idade, em especial piadinhas que envolvam sexualidade). Claro que, além do humor, o filme traz alguma mensagem edificante – no caso, a obra mostra a importância de assumirmos quem somos e a importância das relações de afeto leais e verdadeiras. Nesse sentido, o filme traz algumas passagens bonitinhas, fofas ou mesmo tocantes, muito embora esse não seja a tônica principal. A narrativa é linear, em ritmo ágil e crescente. A atmosfera é leve e divertida – não cheguei bem a uma conclusão sobre algumas cenas que me pareceram politicamente incorretas por conta de estereótipos, até porque, em outras tantas, estes estereótipos são, inclusive, ridicularizados (difícil saber o que “aperta o calo” do outro quando não temos lugar de fala para discorrer sobre algum assunto). Destaque para a cena das garotas como cantoras de K-Pop – achei uma parte fofa da história. O elenco, composto quase na sua totalidade por mulheres e/ou orientais, traz Ashley Park como a advogada Audrey – não sei se foi a personagem, mas a atriz não me pareceu assim tão confortável no papel; Sherry Cola interpreta a despudorada Lolo – apesar da atriz estar bem à vontade, achei a personagem por demais exagerada; Stephanie Hsu interpreta Kat, responsável por algumas cenas bem engraçadas -para quem não liga nome à pessoa, a atriz concorreu ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em 2023 por seu papel em “Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo” (2022); completando o quarteto, Sabrina Wu como “Deadeye”, a personagem que, talvez por ser esquisitona e solitária, mais me conquistou. No elenco, uma pontinha de Daniel Dae Kim, o Jim-Soo de “Lost” e de Baron Davis, o célebre jogador de basquete norte-americano. O filme é uma enooooorme bobagem, mas conseguiu me arrancar boas risadas descontraídas. Indicado para quem quer se divertir sem se preocupar com nada.

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