• hikafigueiredo

"Madame DuBarry", de Ernst Lubitsch, 1919

Filme do dia (35/2020) - "Madame DuBarry", de Ernst Lubitsch, 1919 - França, 1763. A jovem Jeanne Vaubernier (Pola Negri) é apresentada ao Rei Luis XV (Emil Jannings), que por ela se apaixona, tornando-a sua amante. Convertida em condessa através do casamento com o Conde Du Barry, a moça logo é apresentada à corte e passa a ser pessoa influente junto ao Rei Luis XV, atraindo, rapidamente, o desafeto de figuras importantes do governo real.






A obra conta, de uma forma um tanto confusa e bastante romantizada, a história da Condessa Du Barry, personagem histórica que foi amante do Rei Luis XV no anos que antecederam a Revolução Francesa. O filme é muito pouco didático - não são dados "nomes aos bois" e quem não conhece com detalhes a história (meu caso) precisará de uma pesquisa posterior para saber quem é quem no xadrez político que se estabelece - e carece de fidelidade histórica - em linhas gerais, a obra segue os fatos históricos, mas, nos detalhes, simplifica e romantiza quase tudo, então não dá para considerar a narrativa muito fiel. A qualidade técnica do filme é bastante boa para a época - fiquei muito bem impressionada com as imagens dos revolucionários durante a Queda da Bastilha, principalmente pelo uso de muitos figurantes e pelos planos gerais. As interpretações, como era de se esperar, são extremamente teatrais, substituindo a fala inexistente por expressões faciais e movimentação corporal exageradas, bem típicas do cinema mudo. O destaque óbvio fica por conta da interpretação de Pola Negri, que exibia algumas sutilezas de olhar e gestos inexistentes em outros atores e atrizes do elenco. Eu usualmente gosto de cinema mudo, mas admito que o pouco didatismo do filme quanto aos fatos históricos que me eram pouco conhecidos fez com que eu me perdesse um pouco e, assim, acabasse achando a narrativa um pouco enfadonha (não houve grande fruição, diferentemente do que aconteceu com os filmes mudos de Carl Th. Dreyer a que assisti bem recentemente). Ademais, o filme fica quase insignificante frente às obras posteriores do diretor, muito mais interessantes. Só recomendo para quem tem interesse particular em cinema mudo ou quer ser aprofundar na filmografia do diretor.

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