• hikafigueiredo

"Mulheres Divinas", de Petra Biondina Volpe, 2017

Filme do dia (93/2018) - "Mulheres Divinas", de Petra Biondina Volpe, 2017 - Suíça, 1971. Apesar das inúmeras mudanças sociais que ocorrem no mundo, a Suíça permanece tradicional e reacionária. Em uma pequena vila, vivem Nora (Marie Leuenberger), seu marido e seus dois filhos. Quando seu marido a proíbe de trabalhar fora de casa, Nora passa a manifestar-se favorável às mudanças sociais, inclusive ao direito feminino ao voto, abalando a sociedade local.





Delicioso filme sobre o despertar do feminismo, a obra retrata como qualquer mudança na sociedade exige determinação, mobilização e luta. Enquanto o resto da Europa já admitia, há anos, o voto das mulheres, a Suíça permanecia presa ao passado, sendo o último país europeu a admitir o sufrágio feminino - e isso só foi possível graças à mobilização e luta das mulheres. A obra é muito bacana, mas, para mim, foi difícil ver o festival de machismo vivenciado pelas personagens (sabe aquela coisa escrota do homem não levantar da poltrona para pegar um copo de água, não lavar um prato, não ter nem ideia de como se lava uma meia ou sequer lembrar que os filhos precisam escovar os dentes? Então... e daí para baixo...). Definitivamente não era fácil ser mulher naquela época, não ter voz alguma e ter que acatar as ordens masculinas - "pelamor"... A narrativa é bem tradicional, ritmada e agradável. Tecnicamente, a obra é muito bem feita, com destaque para a direção de arte de época, com uma ótima reprodução dos anos 70. Gostei demais das personagens femininas, todas fortes e decididas. Marie Leuenberger imprime tenacidade e equilíbrio à personagem Nora. Também curti o trabalho de Sibylle Brunner, como Vroni, e Marta Zoffoli, como Graziella - mulheres divinas, como disse o filme!!! Eu amei a obra, identificação absoluta com a história, a temática e as personagens. Pode não ser um filme cinematograficamente incrível, mas o conteúdo é essencial. Recomendo demais.

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