• hikafigueiredo

"My Fair Lady", de George Cukor, 1964

Filme do dia (143/2017) - "My Fair Lady", de George Cukor, 1964 - Eliza (Audrey Hepburn) é uma humilde e ignorante vendedora de flores. Um dia, Eliza cruza com um estudioso da linguagem, Professor Henry Higgens (Rex Harrison), e acaba ouvindo dele que o que a afasta de pertencer a uma classe mais alta é a sua péssima linguagem. Com isso em mente, Eliza procura o professor e acaba sendo educada por ele para se tornar uma grande dama.





Adaptação de uma peça da Broadway, vencedor do Oscar em inúmeras categorias, dentre as quais Filme e Direção, o filme é.... datado, excessivamente longo e coalhado dos piores preconceitos! Havia assistido à obra há muitos anos, lá pelos idos da década de 80 e lembro de achar o filme bonitinho, romântico. Resolvi reassisti-lo hoje e a decepção não poderia ser maior!!! Okay.... temos algumas coisas bacanas nele.... as músicas são legais e me soaram familiares, a direção de arte e o figurino são incríveis e Audrey Hepburn é sempre fantástica e maravilhosa. Mas o festival de machismo, misoginia, preconceito de classe e arrogância embutidos na obra conseguiram me fazer detestar o filme nessa segunda visita! A maneira como Eliza é tratada por Higgins - por ser mulher e por ser humilde - dá vontade de entrar na tela e socar o personagem!!! A última cena (sem spoiler) me deu uma vontade louca de servir vidro moído para o produtor, o diretor e o roteirista - me senti naqueles manuaizinhos de como as "moças de família" deveriam se comportar, comuns na década de 60 (e, por isso, disse que o filme é EXTREMAMENTE datado), nada mais "bela, recatada e do lar" que isso. À parte o machismo infinito contido na obra, ela ainda é looooooonga demais, são 2h53min, sendo que algumas partes são completamente dispensáveis no filme (como toda a parte do pai de Eliza). É... a nova visita ao filme não foi feliz. Acho que, por ser uma obra tão famosa, até deve ser vista, mas o olhar crítico é indispensável aqui. Assistam-no por sua conta.

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