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  • hikafigueiredo

"Nas Sombras da Noite", de Dan Curtis, 1970

Filme do dia (82/2020) - "Nas Sombras da Noite", de Dan Curtis, 1970 - Após séculos encerrado em seu caixão, o vampiro Barnabas Collins (Jonathan Frid) é libertado, oportunidade em que volta para sua antiga residência, apresenta-se como um primo distante e passa a conviver com seus parentes.





Muito superior à refilmagem homônima de Tim Burton, a obra não tem a mesma pegada cômica de sua sucessora. Aqui, a temática terror é levada a sério e há o empenho real em causar tensão ao longo da narrativa - na minha opinião, com certo sucesso. Os primeiros minutos do filme me foram um pouco confusos - vários personagens são apresentados, mas não fica muito claro qual a relação estabelecida entre eles. Entretanto, com alguns minutos a mais, essa dúvida cai por terra e quem é quem na história fica claro - e daí começa uma narrativa com ares de "Game of Thrones", pois poucos serão os personagens que permanecerão vivos até o fim da história. A narrativa passa pelo clássico reencontro do vampiro com alguém que lhe lembra sua antiga amada, o que garante um certo romance em meio ao terror, mas, não se preocupe, o gênero oficial é definitivamente mais marcante. Poderia dizer que o filme se localiza no terreno do terror psicológico, pois há bastante tensão no ar e poucas cenas de "jumpscare" e nada de "gore" (graças ao bom deus). O desenvolvimento da narrativa é satisfatório, apesar de alguns pulos temporais esquisitos e uns cortes secos bem feios. A estética geral, incluindo a parte de fotografia, segue o modelão anos 70, com uma imagem um pouco esmaecida, sem muito contraste e posicionamentos de câmera mais padrão impossível. Das interpretações - nenhuma excepcional ou memorável - destacaria o trabalho de Jonathan Frid, que consegue passar de um Barnabas cavalheiro e gentil para o monstro assassino sedento de sangue habitual (e o engraçado é que tem um momento na trama que o espectador até simpatiza com o sanguinário personagem); a atriz Grayson Hall interpreta a Dra. Hoffman, e desde o início tem ares de madrasta má da Branca de Neve, achei quase cômico; como tem muitos personagens - afinal, mais da metade deles será dizimada -, eles ficam relativamente pouco em cena e sequer vale esmiuçar suas participações no filme. A obra foi bacana de assistir, achei bem superior ao filme de Burton e desperta a apreensão no espectador, o que, para mim, é o objetivo dos filmes deste gênero. Recomendo para os amantes de filmes de terror.

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