• hikafigueiredo

"Normandia Nua", de Philippe Le Guay, 2018

Filme do dia (157/2020) - "Normandia Nua", de Philippe Le Guay, 2018 - A economia de uma pequena aldeia na Normandia vai mal. Os agricultores locais sofrem com a crise e ainda têm de competir com os produtos estrangeiros. A chegada de um famoso fotógrafo de nus artísticos vai abalar a sociedade do lugar, quando o prefeito vê, no trabalho do renomado fotógrafo, uma chance para chamar a atenção para a aldeia.



Neste drama francês "vendido" como comédia temos um pequeno retrato da vida e sociedade nas pequenas cidades da Normandia. O nome do filme, deve-se menos à questão das fotografias dos nus e muito mais à ideia de "desnudar" as relações entre os moradores daquele local. Na história, o prefeito da cidade espera aproveitar a passagem do fotógrafo famoso para chamar a atenção para a aldeia, mas, os conflitos que surgem da sugestão, acabam revelando outras questões das relações entre os habitantes. É uma obra curiosa, mas que só ganha sentido mesmo quando chega ao fim, pois, ao longo da narrativa, fiquei o tempo inteiro com uma sensação de "a que veio?". Acho que é um filme que pode desagradar quem está acostumado com ritmos mais intensos, pois tudo aqui tem o ritmo da cidade do interior da Normandia - leeeento. Apesar de tudo, tive uma sensação de conforto vendo o filme - para mim, foi gostoso acompanhar a narrativa. Ressalto que a questão do olhar e da fotografia - a visão que temos das coisas - tem grande relevância e significado na história. Ainda que seja um drama, temos uma tênue comicidade dispersa ao longo do filme, motivo de ter sido classificado como comédia - o que eu não acho que seja. A obra é bem quadradinha, sem nenhum arroubo de criatividade, tipo "lição de casa bem feitinha". Bela fotografia, bom aproveitamento das locações e paisagens da Normandia. O melhor do filme é ver o bom trabalho de François Cluzet (ator do ótimo "Intocáveis", 2011) e de François- Xavier Demaison, bom humorista francês. No elenco, ainda, Toby Jones , Arthur Dupont, Julie-Anne Roth, dentre outros (o elenco é enorme). O filme é bem mediano - se não é péssimo, também não é ótimo... capaz de nem me lembrar mais dele daqui a dois ou três dias. Não vou recomendar não, tem coisas mais legais por aí.

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