• hikafigueiredo

"O Demônio Sai à Meia-Noite", de Jean Brismée, 1971

Filme do dia (189/2021) - "O Demônio Sai à Meia-Noite", de Jean Brismée, 1971 - Um grupo de turistas é convidado a passar uma noite em um castelo medieval, sem saber da terrível maldição que paira sobre a família que o habita.





Nesse terror gótico belga, um grupo de sete turistas é convidado a pernoitar no castelo do Barão Von Rhoneberg. No local, os convidados tomam ciência das terríveis mortes ocorridas no castelo e ficam sabendo da estranha maldição que persegue aquela família - todas as filhas primogênitas Von Rhoneberg cresceriam como "súcubos", demônios de aparência feminina que seduziriam suas vítimas através de seu forte apelo sexual. O fato de serem sete convidados não é aleatório, uma vez que cada um demonstrará tendência para algum dos sete pecados capitais - o que poderá ser sua perdição ao longo daquela noite. O roteiro mostra-se muito melhor do que eu supunha, considerando que a obra tem um forte apelo ao "exploitation", e faz uso de cenas de sexo e nudez - com a usual exploração do corpo feminino e objetificação da mulher - que, face à história bem engendrada, poderiam muito bem ser dispensados. A inserção da figura do súcubo é interessante e bem desenvolvida ao longo da narrativa. O ritmo é bem marcado e a atmosfera mistura tensão e uma boa dose de sedução. O filme traz um trabalho de maquiagem convincente e a transformação de uma das personagens é impressionante e assustadora. É comum o desfecho de filmes deste gênero colocar tudo a perder, mas aqui o final foi coerente e me agradou. Tecnicamente o filme é bem "B" e bem "anos 70", então podem esperar uma fotografia não muito caprichada e figurinos extremamente "kitsch". As interpretações também estão longe de oferecer qualidade - quase todo mundo ali é bem canastrão e quem se sai melhorzinho é Jean Servais como o Barão, Jacques Monseau como Padre Alvin e Erika Blanc como Lisa Muller. Apesar da estética meio discutível, a obra prende graças ao bom roteiro. Eu gostei e olha que eu comecei a ver até com certa má vontade, certa que seria um filme mega "exploitation" (e nem é tanto assim). Acho que vale para amantes do gênero.

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