• hikafigueiredo

"O Espelho da Bruxa", de Chano Urueta, 1962

Filme do dia (433/2020) - "O Espelho da Bruxa", de Chano Urueta, 1962 - Elena (Dina de Marco) é uma jovem mulher, casada com um cirurgião, Dr. Eduardo Ramos (Armando Calvo). Ela é protegida da bruxa Sara (Isabela Corona), que trabalha como governanta para o casal. Através dos poderes de Sara, Elena descobre que seu marido pretende assassiná-la, mas não acredita na premonição. O médico acaba alcançando seu intento e mata Elena. Algum tempo depois, Eduardo casa-se com Debora (Rosita Arenas), mas a falecida Elena virá vingar sua morte.




Oh, Lord! Que roteiro sem pé nem cabeça!!! O filme começa afirmando que as bruxas são seres malignos, perversos e que só fazem o mal. Daí começa a história propriamente dita e a bruxa em questão quer proteger a personagem Elena do marido que quer assassiná-la - ué, mas as bruxas não eram, todas, malvadonas? Não entendi... rs. Ao longo da narrativa, a bruxa busca vingança pela morte de Elena, mas, cá entre nós, o marido bem merecia pagar pelo assassinato da esposa, não? Fato é que não encaixa o texto inicial com a conduta da bruxa - se considerarmos a história, o "vilão" aqui é o marido!!! Mas esse é só um dos problemas do roteiro dentre várias soluções esdrúxulas - parece que nada se concatena direito, os arcos não se encaixam, olha, complicado viu? Não vou dizer que a obra não conseguiu criar um clima de tensão interessante porque até conseguiu, assim como também temos algumas cenas perturbadoras (principalmente relacionadas à cena das mãos da pianista), mas a narrativa é tão sem nexo que as virtudes do filme ficam até apagadas no meio das groselhas do roteiro. A obra tem uma fotografia P&B bem contrastada que auxilia a criar aquela atmosfera pesada, lúgubre. Do elenco, gostei bastante de Isabela Corona como a bruxa Sara - sim, ela tem alguma coisa assustadora nela! - e acho que Dina de Marco convence como Elena. O resto do elenco, em compensação, é de chorar... os piores são Armando Calvo como Eduardo Ramos e Alfredo Wally Barrón, numa interpretação digna de Chaves. O filme até me manteve interessada, mas foi, em parte, para ver aonde ia dar tanta abobrinha. É um filme bem esquisito. Não gostei não.

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