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  • hikafigueiredo

“O Estrangeiro”, de Martin Campbell, 2017

Filme do dia (160/2023) – “O Estrangeiro”, de Martin Campbell, 2017 – Quan (Jackie Chan) é um comerciante chinês, naturalizado britânico, cuja única filha é morta em um ataque terrorista de um nascente braço do IRA. Determinado a executar os responsáveis pela morte da filha, ele irá pressionar o vice primeiro-ministro da Irlanda do Norte, Liam Hennessy (Pierce Brosnan) a lhe revelar os nomes dos autores.





Raramente eu tenho real vontade de assistir a filmes de ação, mas talvez pelo calor excessivo que anda derretendo meu cérebro ou pela presença do simpaticíssimo Jackie Chan, optei por ver este aqui. Ainda que tenha identificado alguns elementos que não me agradaram, o filme não chega a decepcionar e pode ser uma alternativa interessante para quem curte o gênero. O protagonista é Quan, um comerciante de meia idade, chinês naturalizado britânico, cuja filha morre em um atentado terrorista de um nascente braço do IRA. Irresignado, ele decide sair ao encalço dos responsáveis pela morte da filha – o que não seria muito factível, não fosse o fato dele ser um ex-soldado das forças de operações especiais da Guerra do Vietnã. Atrás de nomes, ele passa a pressionar o vice primeiro-ministro da Irlanda do Norte, Liam Hennessy, que subestima a determinação e poder de destruição de Quan. O maior problema que eu identifiquei é que a trama é tão cheia de meandros, jogos de poder e conchavos que fica complicado acompanhar quem está puxando o tapete de quem – okay, eu sei que isso é praticamente a regra neste tipo de filme, mas achei exagerado o envolvimento de todos os personagens na conspiração (todos? Todos!!! Bastou ser um personagem da história de origem irlandesa, ele estará, de alguma forma, envolvido no conluio). Também me incomodou terem ressuscitado, a essa altura da História, o grupo terrorista IRA, que há tempos, encontra-se “neutralizado” – achei meio irresponsável terem tocado no assunto, tipo “não dê ideias!” (pelo que eu li, o filme é baseado em um romance de 1992, época em que o IRA se encontrava muito ativo; podiam ter, simplesmente, mantido o período histórico, ao invés de inspirar novos ataques terroristas em plena década de 2010). Uma última decepção foi que as cenas de luta de Jack Chan não chegaram nem perto daquelas que ele fazia no passado, super criativas e envolvendo objetos do cenário – eu entendo, ele já está meio coroa para isso... mas fiquei triste, gosto bastante destas cenas nos filmes antigos do ator. De resto, é um filme de ação típico: ritmo alucinante, justificativa para qualquer atrocidade feita pelo protagonista/herói, cenas de luta coreografadas, efeitos especiais a rodo (aka explosões de todos os tipos possíveis), ótima edição de som. No elenco, o brilho fica por conta de Jack Chan, claro – ainda que as cenas de luta não sejam iguais às do passado, elas ainda são eletrizantes e muito bem feitas (e sem dublê, marca registrada do ator) – e Pierce Brosnan, cujo personagem desperta desprezo e pena a um só momento, num trabalho muito bom do ator. Enfim, é uma obra mediana, meio padrãozão, que vai divertir quem curte o babado.

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