• hikafigueiredo

"O Grande Chefe", de Lars Von Trier, 2006

Filme do dia (183/2017) - "O Grande Chefe", de Lars Von Trier, 2006 - Um ator medíocre (Jens Albinus) é contratado por Ravn (Peter Gantzler), o verdadeiro presidente de uma empresa, para se passar pelo "chefe de tudo", uma vez que sempre escondeu dos funcionários da empresa seu real posto de trabalho. Ocorre que o ator descobre intenções nada louváveis de Ravn e passa a tentar minar seus propósitos.





A obra é, em teoria, uma comédia, mas só em teoria, tendo em vista a total falta de talento de Lars von Trier para o gênero. O filme tem uma pegada que lembra "The Office", aquelas situações constrangedoras, em que o espectador sofre de pura vergonha alheia. O filme, ainda, segue alguns preceitos do Manifesto Dogma 95 e o espectador pode esperar uma estética crua, sem qualquer cuidado ou virtuosismo fotográfico, cenográfico, ou de qualquer outra espécie. Totalmente desprovido de trilha sonora ou edição de som, já que tudo é feito através de som direto, os silêncios existentes no filme chegam a ser desconcertantes e incômodos. Inexiste qualquer situação de humor físico ou gags na obra e toda e qualquer ocorrência cômica provem do próprio desenrolar da história e de circunstâncias vivenciadas pelos personagens. Certamente é um filme que vai desagradar muita gente... mas não foi o meu caso. Admito que a primeira meia hora de história foi arrastada, em parte porque é necessário um tempo para se acostumar à estética seca e a ausência de música, mas, passando esses minutos - e assim que você compreende que NÃO verá nada que lembre uma comédia típica - a obra engrena e consegue prender a atenção. Okay, okay... eu também assumo que adoro o jeito esquisito dos filmes do Trier e, talvez por conta dessa habitualidade com o estilo do diretor, fiquei bem à vontade com essa obra. Na realidade, acho que é um filme para ser visto por quem já conhece o diretor e gosta dele, caso contrário, não recomendo muito não.

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