• hikafigueiredo

"O Grande Motim", de Frank Lloyd, 1935

Filme do dia (34/2016) - "O Grande Motim", de Frank Lloyd, 1935 - 1789. O navio Bounty sai da Inglaterra em uma incursão de dois anos ao Tahiti. No percurso até o arquipélago, o capitão William Bligh (Charles Laughton) revela-se um tirano cruel e vingativo. O primeiro oficial Fletcher Christian (Clark Gable), não suportando mais as injustiças impostas à tripulação, amotina-se e toma o navio. No entanto, não será tão fácil escapar da fúria de Bligh.





Ganhador do Oscar de Melhor Filme em 1935, esta obra tem muito mais fôlego que muitos filmes mais atuais. Reconheço que comecei a assistir o filme um pouco temerosa, muito por não ter afinidade com o tema. Mas, a obra me surpreendeu, prendendo minha atenção até o fim da história. O roteiro, baseado em fatos verídicos, é envolvente e muito bem conduzido. Quando o navio chega ao Tahiti, minha primeira impressão foi a que o roteiro havia se perdido um pouco, desviando da linha condutora, mas, ao fim, percebi que a aparente quebra de tensão fora proposital e se justificava pelo desenlaçar da trama. Os personagens são cativantes - impossível não odiar o capitão Bligh, fantasticamente interpretado por Charles Laughton, assim como é impossível não simpatizar com o genioso Fletcher e com o aspirante Byam, interpretado por Franchot Tone. Curiosidade: os três atores concorreram ao Oscar de Melhor Ator naquele ano, fato jamais repetido na história do prêmio. Apesar de todas as limitações técnicas, o filme passa realismo e a sensação de se estar confinado no navio junto ao capitão tirano. Uma bela fotografia P&B e uma montagem competente completam a obra. Gostei pacas e recomendo muito!

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