• hikafigueiredo

"O Mestre", de Paul Thomas Anderson, 2012

Filme do dia (124/2017) - "O Mestre", de Paul Thomas Anderson, 2012 - No pós 2a Guerra, o ex-combatente Freddie (Joaquin Phoenix) encontra-se emocional e fisicamente arrasado. Alcoólatra e viciado em sexo, Freddie acidentalmente depara-se com Lancaster Dodd (Philip Seymor Hoffman), mais conhecido como 'O Mestre', o criador e difusor de uma doutrina (praticamente uma seita) , surgindo, entre eles, uma 'atração' que rapidamente desembocará numa dependência, da qual Freddie terá dificuldade em se desvencilhar.





Eu costumo gostar muito das obras de Paul Thomas Anderson - "Magnólia é maravilhoso, assim como "Sangue Negro" e o divertidíssimo "Vício Inerente", e até "Boogie Nights" é interessante. Assim, fiquei realmente surpresa com minha reação a este filme - ele não me disse nada!!!!! Não sei se fui com muita expectativa, afinal é uma obra com uma legião de fãs barulhentos, mas, na realidade, o filme terminou e eu fiquei com uma sensação de "a que veio?". Não que o filme não tenha méritos - o primeiro deles é o elenco fabuloso. Mesmo não tendo sido conquistada pela obra, é inegável que as atuações de Joaquin Phoenix, Philip Seymor Hoffman e Amy Adams são escandalosamente fantásticas - Phoenix consegue transmitir, através de sua linguagem corporal, o quão alquebrado está o interior do personagem, chega ser aflitiva sua aparência, sua boca meio torta, sua coluna curvada, seus ombros projetados, sua magreza, tudo para mostrar como aquele homem está acabado por dentro e por fora; Hoffman, por sua vez, mistura carisma com desequilíbrio, e, a todo momento, sua figura transpira charlatanismo e mau caratismo, difícil simpatizar com aquele personagem, ao mesmo tempo em que é difícil detestá-lo porque é o Philip Seymor Hoffman, muito complexo; e Amy Adams, a qual interpreta a esposa de Dodd, tem um olhar tresloucado de fanática religiosa e uma postura de beata severa muito intimidadores. Diria, mesmo, que a obra se apoia tanto nesse elenco estupendo que esquece de amarrar direito o roteiro que, infelizmente, me deixou com a sensação de que faltou alguma coisa. Ou eu não entendi, sei lá, porque só consegui ver o embate entre o "mestre" e o "discípulo" e.... e só. Acho que eu estava num mau dia, deve ser isso. Vou rever em alguma outra ocasião e ver se "acende a luz". Até lá, não recomendo, nem "desrecomendo"... rs

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