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  • hikafigueiredo

“Parceiros do Crime”, de Roger Avary, 1993

Filme do dia (67/2024) – “Parceiros do Crime”, de Roger Avary, 1993 – O arrombador de cofres Zed (Eric Stoltz) viaja para Paris para encontrar um antigo parceiro de crimes, Eric (Jean-Hugues Anglade). Ao chegar à cidade, Zed solicita os serviços de Zoe (Julie Delpy), uma garota de programa, horas antes de partir para uma perigosa empreitada: participar, com Eric, de um audacioso roubo a banco.





Apesar de não ser grande fã de filmes de ação/policiais, resolvi arriscar esse aqui, muito pela produção de Quentin Tarantino e por ter sido escrito e dirigido por um colaborador do mesmo diretor. Assim... não me agradou, ainda que tenha algumas virtudes. Principal problema: roteiro fraco, com alguns diálogos sofríveis e direção bastante frágil, possivelmente pela inexperiência do diretor Roger Avary, em seu primeiro longa-metragem. A narrativa acompanha o protagonista Zed, que viaja para Paris para participar de um assalto à banco com o antigo amigo Eric. Ocorre que a ação é extremamente mal planejada e conduzida de uma forma ainda pior, ficando, a quadrilha, em uma situação fora de controle. Algumas questões que me pegaram: não é muito crível que, em um assalto a banco com armamento pesado - o tipo de ação que exige velocidade e bom planejamento – tivesse muito cabimento a presença de um arrombador de cofres – arrombar um cofre me parece por demais demorado, delicado e minucioso, algo que não coaduna com um assalto que exige rapidez. Fora isso, ainda que a ideia fosse realmente mostrar uma ação criminosa mal planejada, eu achei que o amadorismo foi excessivo, e, considerando que os personagens eram antigos parceiros de crime, não faria sentido tamanha incompetência. A quadrilha, da mesma forma, parecia composta por um bando de iniciantes, sem qualquer autocontrole – simplesmente aquilo não me convenceu e eu não consegui entrar na “vibe” da história por me soar por demais inverossímil. Como já mencionei, para piorar, alguns diálogos se mostraram horríveis – não aquelas conversas meio non-sense dos filmes do Tarantino, mas diálogos vazios, bobos ou apenas ruins mesmo. E, quanto às cenas de ação, se mostraram bastante irregulares – algumas melhores, outras péssimas, sem ritmo, sem lógica, sem nada. “Okay, você não gostou e isso ficou claro, mas, então, não teve nada de bom?” Não, o filme tem algumas virtudes sim. A primeira: a presença de um elenco de qualidade, que mesmo a direção fraca não conseguiu derrubar. Eric Stoltz mostra consistência como o contido Zed – o personagem angaria certa simpatia e não sofre do descontrole dos demais criminosos, o que convence mais como um arrombador experiente; Julie Delpy também está bem como Zoe – ainda que a dupla jornada de trabalho da personagem não tenha me convencido (como muitas outras coisas no filme), a atriz compensa com uma interpretação sólida; por fim, Jean-Hughes Anglade consegue fazer um Eric odioso e, se eu achei o personagem muito histriônico, me parece ser mais problema de roteiro do que de interpretação. Segunda virtude: algumas boas passagens, como a cena entre Zed e Zoe, com uma química impecável, ou a esbórnia do grupo de criminosos às vésperas do assalto, que teve um ritmo interessante. Mas, apesar das virtudes, pesou mais para o lado negativo e eu não consegui gostar, motivo pelo qual não vou recomendar.

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