• hikafigueiredo

"Perdas e Danos", de Louis Malle, 1992

Filme do dia (49/2020) - "Perdas e Danos", de Louis Malle, 1992 - Stephen Fleming (Jeremy Irons), ministro do governo britânico, conhece Anna (Juliette Binoche), namorada de seu filho Martyn (Rupert Graves), surgindo, entre eles, uma paixão avassaladora. Correndo todos os riscos, o casal resolve manter a relação, mesmo após Martyn pedir Anna em casamento... e ela aceitar.






Parece que todas as gerações precisam ter o seu "Cinquenta Tons de Cinza" - aquela obra de sub-literatura erótica (mas com um toque "romântico"), que precisa virar um filme, visando eventual sucesso de bilheteria. Eis aqui o "Cinquenta Tons de Cinza" da década de 90... A obra é uma BOMBA, a despeito da presença de elenco respeitável e de certo sucesso que o filme fez na época. É tudo ruim, tudo, começando pelo roteiro, versão cinematográfica de uma romance de Josephine Hart (imagino que lixo que não deve ser o livro). Previsível, clichê, picante, mas moralista (a velha história do "porn for mammies"), recheado de sexo, traição, incesto, mas com final "redentor" - gente, é de uma cafonice sem precedentes, uma versão para cinema daquelas revistinhas "Bianca-Júlia-Sabrina" que vendiam em banca de jornal, um verdadeiro show de horror!!!! E os diálogos???? Meu Deus, quanta frase de efeito, que breeeeeega!!! No sétimo minuto (sério, eu chequei!), já percebi que o filme seria imprestável - e foi! Mas, de boa, o filme não é apenas péssimo por conta do roteiro cafona e medíocre... da trilha sonora às interpretações, tudo soa falso como uma nota de três reais. Vale a pena me ater ao trabalho de Jeremy Irons e Juliette Binoche, ambos profissionais sérios e de quem gosto demais. O que houve??? Os boletos para pagar estavam se acumulando???? Como eles entraram nessa roubada e aceitaram ESSA direção de atores?????? Olha... Jeremy Irons estava apenas ruim, canastrão como jamais pensei que pudesse ser. Mas Juliette Binoche... meu Jesus Cristinho!!!! Com a expressividade de uma palmeirinha de jardim - evidentemente devido à pior direção de atores do século XX -, a pobre atriz parecia estar sofrendo de estar ali, pagando aquele mico. Era um tal de olhar vazio para lá, indiferença para cá e, nas cenas de sexo, caras e bocas e muito contorcionismo barato. Sinceramente... não tenho palavras para descrever o quanto detestei o filme, o quão brega achei tudo nele. O mais incrível... esse filme ganhou indicação para Oscar de Atriz Coadjuvante para Miranda Richardson (ainda que sua interpretação tenha sido realmente boa, é inacreditável que ESSE ROTEIRO tenha promovido essa façanha!!!) e César de atriz para Juliette Binoche (!!!!!!!!!!!). De boas... para ver novelão mexicano, prefiro ir diretamente à fonte e assistir "Maria do Bairro". LIXO!!!! Não recomendo nem para inimigo.

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