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  • hikafigueiredo

"Personal Shopper", de Olivier Assayas, 2016

Filme do dia (239/2017) - "Personal Shopper", de Olivier Assayas, 2016 - Maureen (Kristen Stewart) perdeu seu irmão gêmeo há alguns meses. Sendo ambos médiuns, Maureen espera, ansiosa, um sinal de seu irmão do além. Para se manter na França, local onde reside, Maureen trabalha como "personal shopper", adquirindo roupas e similares para uma modelo famosa, trabalho que ela detesta. Mas a espera será uma tortura para a jovem.





Depois do ótimo e aclamado "Acima das Nuvens", filme que rendeu um Prêmio César à Kristen Stewart, Olivier Assayas repetiu a parceria com a atriz com "Personal Shopper". Apesar de discordar da crítica feroz que "malhou" a obra, tenho de concordar que esperava mais da retomada da dobradinha Assayas-Stewart. Assisti ao filme no escuro,nem sabia do que se tratava e me surpreendi com a obra que mistura thriller, terror e fantasia, pois esperava algo diferente, realista. Após assisti-lo, precisei de um tempo para digeri-lo, porque não soube bem definir o que havia achado da obra. Passadas vinte e quatro horas, conclui que o filme não é um título magnífico, mas, tampouco, é desprezível e percebi que até gostei do resultado final. Fato é que o filme me prendeu, conseguiu criar tensão e me deixou angustiada em certas passagens - e se ele me fez "sentir" alguma emoção/sensação, já cumpriu boa parte de seu papel. O início da obra começa mais voltado para o tema fantástico, aproveitando a questão da mediunidade da personagem. Em dado momento, passamos para um thriller tenso que desemboca num terror breve, retomando, em seguida, para o fantástico. Apesar desse trânsito entre diferentes gêneros, não achei que o filme tenha perdido a unidade ou, ainda, que tenha se atropelado - as passagens são suaves e fazem sentido, sendo responsáveis por boa parte da tensão gerada. Visualmente é um filme bacana - fotografia bonita, bem iluminada, efeitos especiais interessantes, figurinos deslumbrantes (as compras de Maureen são de babar). Apesar de não ser grande fã da atriz, acredito que ela se supera bastante nas mãos deste diretor - em "Acima das Nuvens" ela estava perfeita, aqui ela está muito bem, ainda mais se pensarmos que é um papel complicadinho, pois ela praticamente atua sozinha o tempo inteiro e quase que só interage com equipamentos (celular, computador), precisando extrair daí as suas emoções. Olha... não acho que o filme mereceu ser malhado, acho que isso aconteceu pelas altas expectativas advindas do filme anterior da dupla. Foi gostosinho de assistir, não cansou não. Recomendado para quem curte um pé no realismo fantástico ou em thrillers em geral.

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