• hikafigueiredo

"Que Mal Eu Fiz a Deus Agora?", de Philippe de Chauveron, 2019

Filme do dia (406/2020) - "Que Mal Eu Fiz a Deus Agora?", de Philippe de Chauveron, 2019 - As filhas de Claude Verneuil (Christian Clavier) e seus genros multiculturais agora estão às voltas com planos para emigrarem para outros países, mas Claude e Marie (Chantal Lauby) farão de tudo para evitar isso. Paralelamente, a família Koffi tem planos de casar sua filha Viviane (Tatiana Rojo), sem saber que ela já está apaixonada por alguém.






Sequência do filme "Que Mal Eu Fiz a Deus?" (2014), a obra requenta as piadas já iniciadas no primeiro filme. O diretor continua ousando em terreno pantanoso - pois piadas sobre preconceitos contra outras culturas, xenofobia, antissemitismo, racismo, etc, podem, por vezes, perder a mão e acabar sendo um tiro no pé - mas, como na obra inicial, consegue dosar bem e manter-se fiel na crítica. O filme traz, como novidade, mais uma crítica aos preconceitos, agora, contra a homofobia, ainda que bem mais superficial. O problema maior é que o primeiro filme quase esgotou o assunto, então a sensação é, realmente, mais do mesmo. Eu ainda tive momentos de sorrisos espontâneos, mas o filme não me arrancou gargalhadas como na obra inicial. Ainda assim, o roteiro flui bem, tem um ritmo animado e alto astral. Talvez por ter trazido algumas críticas duras aos franceses e sua postura frente aos demais povos no primeiro filme, neste o diretor traça muitos elogios ao país e seu povo (estratégia dos Verneuil para convencer os genros a permanecerem no país) e temos um verdadeiro tour pelas províncias do interior da França (só lugar lindo, "mon Dieu"!!!!). Tecnicamente, o filme mantem-se no mesmo bom nível, mas sem grandes destaques. O elenco permanece igual ao do primeiro filme, encabeçado pelo impagável Christian Clavier - ele é um ótimo comediante, eu já o adorava em "Os Visitantes" (1993), ao lado de Jean Reno!!!! O filme é gostoso, mesmo que sem o mesmo impacto do primeiro, e vai agradar quem quer ver uma comédia leve e despretensiosa. Recomendo (mas só veja na sequência do primeiro, ou vai estragar parte da brincadeira).

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