• hikafigueiredo

"Sala Verde", de Jeremy Saulnier, 2015

Filme do dia (19/2020) - "Sala Verde", de Jeremy Saulnier, 2015 - Uma banda de punk rock apresenta-se em um bar repleto de "nazi punks" em um local afastado em meio às florestas do Oregon. Quando já estão de saída, os integrantes da banda presenciam um assassinato promovido pelos proprietários do lugar. Encurralados em uma sala, os jovens terão de lutar por sua sobrevivência, já que os donos do local não estão dispostos a serem denunciados.





Well... este é daqueles filmes que tem grandes virtudes... mas também grandes defeitos. A maior virtude da obra é premiar os espectadores com um suspense de primeira, para assistir em apneia e apostando em quem sairá vivo da história. Realmente, a obra é ótima em criar tensão e prender o espectador. O argumento também é bom - um lugar cheio de extremistas violentos, perdido no meio do nada, decididamente não é um ambiente dos mais acolhedores e fácil de escapar. O ritmo, da mesma maneira, é intenso e ajuda, muito, a firmar a atmosfera de tensão. No entanto, o filme tem alguns defeitos que passam despercebidos durante a narrativa tensa, mas, depois, analisando melhor a história, acabam aparecendo e são difíceis de "engolir". O grande "porém" do filme reside nos buracos do roteiro - há inúmeras informações colocadas na narrativa que, no final das contas, não servem de nada, não são desenvolvidas como poderiam (ou deveriam) e se tornam "pontas soltas", como, por exemplo, a questão do "movimento nazi punk", que é destacada em alguns diálogos e que fica por isso mesmo (o que significaria os "cadarços vermelhos?" o que exatamente os integrantes do movimento faziam ou defendiam ali?); outra informação que segue solta é a história do bunker e seu conteúdo (sem spoilers) - foi colocada na narrativa exatamente porquê? E se procurar um pouco vai encontrar um monte de informaçõezinhas dispensáveis, jogadas aqui e ali, totalmente inúteis para o desenrolar da história e que parecem existir só para "encher linguiça". A figura de Darcy (Patrick Stewart), supostamente tão importante, quase não aparece ao longo do filme, na verdade não mudaria em nada ele aparecer ou não no local. Justamente por isso, para quê colocar um ator conhecido como Patrick Stewart no papel? Só para ser chamariz? Okay, todos os pontos negativos ficam ofuscados com a super tensão que o filme desenvolve e pode passar batido por quem não repensar a história - mas eu repensei e isso tudo me incomodou. A parte técnica toda ajuda a deixar o espectador tenso - fotografia, direção de arte, som e montagem, tudo funciona bem nesse sentido. Das interpretações, tudo de acordo, mas também nada que mereça grande destaques. Enfim... divertido, tenso pacas, mas é isso. Não espere mais. Recomendo para quem gosta do gênero suspense.

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