• hikafigueiredo

"Sentimentos que Curam", de Maya Forbes, 2014

Filme do dia (40/2016) - "Sentimentos que Curam", de Maya Forbes, 2014 - Cameron (Mark Ruffalo) é um pai bipolar que tem o desafio de cuidar das duas filhas enquanto sua ex-esposa Maggie (Zoe Saldanha) faz mestrado em outra cidade.





O filme, baseado na infância e na experiência pessoal da diretora, dá uma pequena mostra do que é ser e/ou ter um bipolar na família. Evidentemente, o filme mostrou só os "melhores momentos", já que se propõe a ser uma obra com uma visão mais otimista sobre o tema . Sim, o personagem tem ataques de fúria, não consegue manter foco em nada, tem picos de euforia, mas, acreditem, a coisa pode ser bem pior (no filme, Cameron não tem um único episódio de depressão, a pior faceta da bipolaridade). Apesar da boa interpretação de Mark Ruffalo, ainda me identifiquei mais com a atuação de Bradley Cooper em "O Lado Bom da Vida" (a cena em que ele está em hipomania e acorda os pais no meio da madrugada é 100% bipolaridade). Em compensação, a irritabilidade e os momentos de descontrole/fúria de Ruffalo estão bem reais. O roteiro é linear e bem quadradinho - considerando o tema, acho que merecia ser menos convencional. A história também é meio água com açúcar e romantiza um pouco uma condição que não é exatamente agradável e, ao fim, me deu a sensação de não chegar muito a lugar algum, pois Cameron termina o filme não muito diferente do que começou (e antes que me falem que bipolaridade não tem cura, o que obviamente eu sei, é possível, com remédio, terapia e autoconhecimento, ter uma qualidade de vida muito boa, bem próxima do que é considerado "normal"). Mas, acho que é um filme que vai agradar quem curte dramas familiares e de superação.

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