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“Superman”, de James Gunn, 2025

  • hikafigueiredo
  • 17 de jul. de 2025
  • 3 min de leitura

Filme do dia (43/2025) – “Superman”, de James Gunn, 2025 – Após ter sua primeira derrota contra o vilão “Martelo da Borávia”, Superman (David Corenswet) retorna para a Fortaleza da Solidão para se recuperar, sem saber que seu principal inimigo, Lex Luthor (Nicholas Hoult), prepara a pior ofensiva contra o super-herói e contra a cidade de Metrópolis.


 

Diante dos inúmeros elogios que ouvi sobre o novo filme do Superman, resolvi conferir, mesmo não sendo a maior fã de filmes de super-herói e, muito menos, da DC. É não é que o filme é muuuuuuuito bom mesmo? E não se trata, apenas, de ótimo entretenimento – temos, ainda, camadas que, de certa forma, dão aquela “cutucada” em algumas questões bem atuais, que vão das políticas estadunidenses contra imigrantes à guerra de Israel contra palestinos (e, se você viu o filme e, porventura, não enxergou nada disso, sinto lhe informar, mas você não é muito hábil em ler nas entrelinhas). Começamos o filme com Superman exausto após uma terrível derrota para o vilão “Martelo da Borávia”. Ele é resgatado pelo super-cão Krypto – digam o que quiser, o doguinho em CGI é impagável! – e se isola na Fortaleza da Solidão para se recuperar, onde ele escuta uma mensagem semidestruída de seus pais legítimos – Jor-El e Lara. Superman entende, desta mensagem, que possui uma missão na Terra – proteger os humanos e defendê-los de qualquer mal -, motivo pelo qual fará de tudo para cumpri-la à risca. Enquanto isso, em Metrópolis, Lex Luthor planeja novas ações para derrotar o super-herói. O filme entrega um pouco de tudo: temos entretenimento de qualidade, pois a obra tem aquele tipo de ação que envolve e faz o espectador virar do avesso de tensão, torcendo loucamente pelo herói. Não me lembro de nenhum outro filme em que o herói tenha tomado tanta porrada quanto nesse, pobre Superman! Não sei quão fiel aos quadrinhos é a história, mas ela traz vilões incríveis, aparentemente indestrutíveis – adorei a personagem Engenheira! E, da mesma forma, os super-heróis, com destaque para o Senhor Incrível. Com ótimos efeitos em CGI, o filme traz poucos momentos sem ação ou efeitos especiais, mas afirmo que as cenas de Clark Kent e Lois Lane revelam uma química perfeita entre eles. Mas, além de ação e romance, temos ainda críticas à política estadunidense e mundial. Inicialmente, o próprio Superman é um “estrangeiro” e, como tal, é tratado de forma diferenciada – e não de um jeito positivo. O personagem sofre toda sorte de preconceito e violência e, mesmo demonstrando sua índole e boa-vontade, é acusado de traidor e tratado como tal. É claro que, aqui, sobra uma crítica velada à política trumpista para imigrantes e estrangeiros, bem como à visão estadunidense aos demais povos. Outra crítica está na manipulação da opinião pública pelas redes sociais – a cena dos macaquinhos é sensacional, quem não consegue entendê-la está com problemas. Também sobra crítica para a questão do massacre da população palestina por Israel, escancarada na invasão da fictícia Jardhanpur pela imaginária Borávia: enquanto a última entra em território inimigo com tanques e armamentos pesados, a primeira tenta se defender com paus e pedras. Claro que todas as críticas são superficiais e pouco desenvolvidas e estão ali mais para incomodar e sugerir reflexão do que para aprofundar qualquer questão, até porque é um filme de ação e entretenimento e não um documentário ou filme-denúncia. Destaques: ritmo incrível, desenho de produção grandioso e escolha de elenco muitíssimo acertada. David Corenswet tem muito mais apelo do que o belíssimo Henry Cavill (que eu acho e sempre achei sem sal nem açúcar) e apresenta uma química excelente com Rachel Brosnahan, que interpreta Lois Lane. Outro querido é Nicholas Hoult, que interpreta Lex Luthor, um ator incrível e excepcionalmente talentoso. Ótimo trabalho, ainda, de Edi Gathegi como Senhor Incrível, e Maria Gabriela de Faria como Engenheira. Ah, eu gostei bastante do filme e provavelmente vou ver os próximos filmes deste universo. Atualmente nos cinemas.

 
 
 

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