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  • hikafigueiredo

"Timbuktu", de Abderrahmane Sissako, 2014

Filme do dia (115/2016) - "Timbuktu", de Abderrahmane Sissako, 2014 - Na cidade de Timbuktu, extremistas religiosos muçulmanos passam a dominar o local e ditar rígidas regras para a população. Passam a ser proibidos a música, a dança, o futebol e as mulheres devem cobrir todo o corpo com exceção do rosto. Distante do centro urbano, Kidane vive sossegado com sua esposa Satima e sua filha Toya. Um evento fatal mudará os rumos da vida de Kidane e de sua família.





Esta é mais uma obra que desperta a indignação e o sentimento de injustiça do espectador. Aqui presenciamos uma ditadura religiosa, hipócrita e cruel, que subjuga a população e cala a voz desta. O extremismo é tal que até os religiosos tradicionais da cidade manifestam-se contra os jihadistas. Apesar da história focar principalmente em Kidane, outros acontecimentos são retratados no decorrer do filme, tal como um apedrejamento por adultério, a prisão daqueles que não seguem as regras impostas, um açoitamento, um casamento forçado - tudo revelando como aquela realidade é sombria. Ao final do filme, o espectador está destruído, sério. Tecnicamente é um filme impecável - roteiro bem amarrado, bela fotografia (auxiliada pelas lindas paisagens do deserto e da cidade de Timbuktu), montagem bastante correta. Algumas cenas são extremamente poéticas, com destaque para o plano aberto que mostra o resultado do acidente promovido por Kidane e a cena em que as crianças simulam um jogo de futebol sem bola (que era proibida). As atuações foram suficientes, mas sem grandes excepcionalidades. Linda a menina que interpreta Toya (Layla Walet Mohamed). O filme foi um dos indicados ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2015. Muito bom. Recomendo.

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