• hikafigueiredo

"Toc Toc", de Vicente Villanueva, 2017

Filme do dia (290/2020) - "Toc Toc", de Vicente Villanueva, 2017 - Na sala de espera de um psiquiatra, um grupo de seis pacientes aguarda a chegada do médico, atrasado por conta de um vôo. Ali, os pacientes irão interagir e se ajudar mutuamente a enfrentar seus transtornos obsessivos-compulsivos.




O filme é a versão cinematográfica de uma peça teatral francesa e traz algumas informações acerca do transtorno obsessivo-compulsivo e da Síndrome de Tourette. Apesar de ser uma comédia - e extrair riso justamente das situações enfrentadas pelos pacientes graças ao transtorno -, não achei que o filme estigmatize as pessoas que têm essas condições, mas posso estar enganada, já que não sofro desse problema. Eu achei a condução da narrativa bastante leve e divertida e desenvolvi profunda simpatia por todos os personagens (e por isso não achei que a obra possa trazer algum malefício aos portadores de TOC ou Tourette, não sei se alguém nessas condições sentiria-se ofendido pelo filme). A narrativa é predominantemente linear, mas há alguns poucos flash-backs pelo meio, nada muito difícil de acompanhar. O ritmo é ágil e a atmosfera é bastante leve e agradável. É fato que boa parte da força da história está na caracterização dos personagens e no trabalhos dos atores e atrizes envolvidos - todos, digo TODOS, ótimos. Alexandra Jimenez interpreta Blanca, a paciente que tem pânico de germes em geral e, por isso, sofre com a mania de limpeza; Núria Herrero interpreta Lili, a paciente que precisa repetir tudo o que fala duas vezes (senão, na cabeça dela, ela poderia morrer); a magnífica Rossy de Palma interpreta Ana Maria, a paciente que tem de checar todas as suas ações muitas vezes; Paco Léon interpreta Emílio, que tem mania de calcular tudo o que vê; Adrian Lastra interpreta Otto, o paciente que tem mania de simetria e organização (e não pisa em linhas); e o FANTÁSTICO Oscar Martinez interpreta Federico, o paciente com Síndrome de Tourette. Juntos eles procurarão uma solução para os seus problemas. Ah, eu achei a obra uma graça, tem um humor gostoso e eu me diverti um monte. Recomendo (e tem na Netflix).

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