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  • hikafigueiredo

“Uma Fenda no Mundo”, de Andrew Marton, 1965

Atualizado: 17 de ago. de 2023

Filme do dia (93/2023) – “Uma Fenda no Mundo”, de Andrew Marton, 1965 – Com o objetivo de aproveitar a energia contida no magma do interior da Terra, o cientista Dr. Sorenson (Dana Andrews) desenvolve um projeto para explodir uma bomba atômica diretamente no manto terrestre. No entanto, a explosão acaba por criar uma fenda na crosta terrestre que, paulatinamente, aumenta, colocando em risco todo o planeta.





Aliando “cinema catástrofe” com ficção científica, o filme é daqueles que apresenta uma dezena de explicações científicas por segundo, todas evidentemente mais furadas que uma peneira. Das premissas às conclusões, tudo é tão absurdo e sem sentido que o espectador precisa ignorar o mais básico bom senso para acreditar na história – ah, quem diria que explodir uma bomba atômica no manto terrestre iria dar errado e ter consequências nefastas para o planeta, né? E olha que eu sou de Humanas, hein, acredito que para um físico o filme seja uma comédia sem precedentes. Mas, afastando os absurdos científicos, resta uma história com bastante ação e muita tensão, que pode até divertir o espectador mais desencanado. Pela sua temática, o filme toca nas questões do mau uso da ciência e do poderio econômico traçando o futuro do planeta através de péssimas decisões. Além disso, como muitos filmes da década de 50 e 60, o filme também foca nos problemas causados pelo uso da energia nuclear – além do uso indevido no manto terrestre, o personagem Sorensen têm sérios e fatais problemas de saúde causados pela exposição continuada à radiação. A obra, sabe-se lá por qual motivo, ainda traz uma trama paralela referente a um triângulo amoroso entre o cientista Sorenson, sua esposa Dra. Maggie e um cientista “rival”, Dr. Rampion. Essas questões amorosas dos personagens me soaram tão equivocadas e deslocadas da história principal que eu nem consigo entender o motivo de estarem lá. Fiquei bastante incomodada com o papel da Dra. Maggie – muito embora a personagem seja também uma cientista, em momento algum ela contribui para as discussões acerca do problema, restando evidente que a personagem só está lá para “desfilar” sua beleza na obra. A narrativa é linear, em ritmo intenso. A atmosfera é de tensão, de corrida contra o tempo. Vale a pena destacar os ótimos efeitos especiais para a época, que envelheceram até que bem (lógico que não chegam aos pés dos CGIs atuais, mas não parecem tão toscos quanto outros do mesmo período). O elenco principal é formado por Dana Andrews como Dr. Sorenson, Janette Scott como Dra. Maggie e Kieron Moore como Dr. Rampion – todos os intérpretes são fraquinhos, ninguém ali apresenta um trabalho com muito volume, mas não chegam a ser desprezíveis... rs. Não vou dizer que detestei o filme, mas é uma obra que não me despertou muito interesse, não me incitou a pensar, nem me envolveu emocionalmente – provavelmente vou esquecê-lo em menos de uma semana. Em todo caso, vale como entretenimento.

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