• hikafigueiredo

"Valentin", de Alejandro Agresti, 2002

Filme do dia (102/2018) - "Valentin", de Alejandro Agresti, 2002 - Valentin é um menino de oito que, abandonado pela mãe e ignorado pelo pai, vive com a rabugenta, mas amorosa, avó paterna. Distribuindo carinho a todos que passam pela sua vida, Valentin sonha em ter uma família normal e funcional, tarefa difícil face àqueles que o rodeiam.





A obra é quase uma ode à resiliência e ao otimismo. Valentin leva uma vida de cão, é destratado pelo pai, atura as reclamações da avó e aguenta o "festival" de possíveis madrastas, tudo com ânimo e alegria. Apesar de ser extremamente carente, Valentin não se deixa abater e, nos momentos em que a tristeza aflui, o garoto racionaliza sua dor, sua vida sofrida e seus sonhos não realizados de forma madura e sensata - na realidade, Valentin é muito mais maduro e sensato que todos os adultos ao seu redor. Não é um filme realmente leve - se o espectador pensar bem e tiver um pouco mais de empatia com o personagem título, verá que, no fundo, a história é bem triste. A narrativa é cronológica e linear, acompanhada o tempo todo da narração em "off" de Valentin. Tecnicamente o filme é bom, com destaque para a direção de arte de época (final da década de 60). No elenco, além do fofíssimo e talentoso Rodrigo Noya como Valentin, temos a fenomenal Carmen Maura como a avó saudosista e reclamona. Filme bacana, ótimo para derrubar o mito da infância feliz e cor de rosa. Recomendo.

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