• hikafigueiredo

"Venom", de Ruben Fleischer, 2018

Atualizado: 3 de dez. de 2019

Filme do dia (135/2019) - "Venom", de Ruben Fleischer, 2018 - Eddie Brock (Tom Hardy) é um jornalista investigativo que perde o emprego e é abandonado pela noiva Anne (Michelle Williams) após uma reportagem sobre o milionário Carlton Drake (Riz Ahmed) e suas pesquisas suspeitas. Um acidente no laboratório de Drake fará com que Brock se depare com um problema bem maior que o desemprego e a perda de sua grande paixão.





Antes de mais nada: não manjo nada de HQ e não vou entrar no mérito da história não ser nada fidedigna àquela surgida no universo das HQs (informação que me foi dada por fãs dos quadrinhos), até porque vejo HQs e filmes como coisas absolutamente distintas. Isto posto, afirmo que ouvi cobras e lagartos sobre esta obra, os quais relegavam o filme ao nono círculo do inferno. Teimosa, resolvi checar, morrendo de medo de me deparar com outro filme "inassistível" como "Deadpool 2" e "Aquaman" (não cheguei ao fim de nenhum dos dois por considerá-los inaceitavelmente péssimos). Meu veredicto: o roteiro tem mais furos que um queijo suíço, não resistindo a uma análise beeeeem superficial - vários personagens TINHAM de estar mortos pelas regras estabelecidas pela própria narrativa (ainda que seja um filme de fantasia, a lógica interna da história tem de ser respeitada, carai!!!). Isso me leva a afirmar que o roteiro do filme é, sim, bem ruim... No entanto, na minha singela opinião, é incomparavelmente superior aos dois equívocos já mencionados. Justifico a minha defesa: o filme é divertido, principalmente por conta da personalidade do personagem Venom, o simbionte que toma Brock de assalto e vira sua vida às avessas. Não tive como não gostar de Venom e seu jeito cínico, o que me levou a achar a obra simpática, a despeito de todos os problemas de roteiro que não pude ignorar. Em outras palavras, o filme é ruim sim, mas é gostoso de assistir naquele dia em que você só quer colocar os neurônios para descansar e não pensar em nada que preste. A qualidade técnica - em especial dos efeitos especiais e sonoros - segue a linha Marvel e mantém-se acima da média dos filmes do gênero. Tom Hardy consegue expressar a dualidade de Brock-Venom e é bem aproveitado na obra, diferentemente da indicada ao Oscar Michelle Williams, absolutamente desperdiçada no trabalho (de boa... o que essa mulher foi fazer nesse filme? Ah, sim... ganhar dinheiro, lógico...). Definitivamente, dentre os filmes da Marvel, este é um dos mais fracos, mas não o considero desprezível e rolou algum prazer em assisti-lo, motivo pelo qual afirmo que dá para vê-lo comendo pipoca num domingo preguiçoso. Ps - preciso ver um Tarkovski agora para equilibrar!!!! rs

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